Bottom Line Up Front
O EJU (Examination for Japanese University Admission, 日本留学試験) é um exame padronizado organizado pela JASSO (Japan Student Services Organization), exigido pela maioria das universidades públicas japonesas para candidatos que aplicam ao Japanese-track de bacharelado e mestrado - ou seja, programas ministrados inteiramente em japonês.
Três frases que vão te poupar semanas de leitura:
- O EJU é exigido APENAS no Japanese-track. Se você se candidata ao PEAK (Universidade de Tóquio, liberal arts em inglês), GSC (Universidade de Quioto, ciências em inglês) ou G30 (Tohoku, Osaka, Nagoya, em inglês) - o EJU não é exigido. Lá o que conta é SAT/ACT, IB, A-levels ou o diploma do ensino médio + TOEFL/IELTS.
- EJU = japonês em nível N1/N2 + matérias. Realisticamente, você precisa de 2 anos de estudo intensivo de japonês antes mesmo de pensar em prestar o EJU. Para um recém-formado do ensino médio brasileiro, isso significa, no mínimo, um gap year.
- O EJU acontece 2 vezes por ano - em junho e novembro. Do Brasil, você precisa voar até o Japão (o exame não existe nas Américas) ou até um dos 14 países com centro local (Coreia, Taiwan, Vietnã, Filipinas, Indonésia, Tailândia, Mongólia, Singapura, Mianmar, Índia, Sri Lanka, Malásia, Hong Kong, Rússia). Não há nenhum centro do EJU em todo o continente americano nem na Europa.
Este guia leva você da decisão “Japanese-track ou English-track” pela inscrição, pela pontuação, pela estratégia de preparação, até uma comparação realista das trilhas para um estudante brasileiro. Todos os dados vêm de fontes oficiais da JASSO, da MEXT e das universidades públicas japonesas (.ac.jp).
O que é o EJU e quem precisa prestá-lo?
O EJU (日本留学試験, Nihon Ryūgaku Shiken) foi introduzido pela JASSO em 2002, substituindo dois exames mais antigos: o General Examination for Foreign Students (nível acadêmico) e um teste de língua baseado no JLPT. O objetivo era unificar o processo seletivo para estudantes estrangeiros que se candidatam a universidades japonesas.
O EJU mede duas coisas ao mesmo tempo:
- Conhecimento de língua japonesa em nível acadêmico (seção Japanese as a Foreign Language, JFL)
- Conhecimento das matérias no escopo equivalente ao ensino médio japonês (Japan and the World, Matemática, Ciências)
Quem precisa prestar o EJU? Praticamente todo candidato estrangeiro que aplica ao Japanese-track de graduação em uma universidade pública nacional (国立大学, kokuritsu daigaku) ou pública local (公立大学, kōritsu daigaku) japonesa. A maioria das universidades privadas também aceita (e muitas vezes exige) o EJU - incluindo Waseda, Keio, Sophia e ICU para programas em japonês.
A quem o EJU NÃO se aplica:
- Candidatos ao PEAK da Universidade de Tóquio (Programs in English at Komaba) - veja estudar na Universidade de Tóquio (Todai)
- Candidatos ao GSC da Universidade de Quioto (Graduate School of Science / Undergraduate International) - veja estudar na Universidade de Quioto (Kyodai)
- Candidatos aos programas G30 / FrontierBA em Osaka, Tohoku, Nagoya, Kyushu - veja estudar na Universidade de Osaka e estudar na Universidade de Tohoku
- Candidatos ao International Bachelor da Tokyo Tech (Science Tokyo) - veja estudar na Tokyo Tech
- Candidatos à maioria dos programas da bolsa MEXT por recomendação de embaixada (têm seus próprios exames de pré-seleção; o EJU às vezes é opcional ou substituído pelo “MEXT exam”)
Em outras palavras: o EJU é o exame para quem escolheu conscientemente estudar em japonês no Japão. Se você quer estudar em inglês, esse exame não é problema seu - embora valha a pena entender o que ele é, porque muitos rankings e fóruns confundem as duas trilhas.
De onde vem essa dicotomia Japanese-track vs English-track?
O governo japonês, dentro da política dos “300 mil estudantes internacionais até 2027” (MEXT, 2014, atualizada em 2023), mantém deliberadamente dois sistemas paralelos:
- Japanese-track (principal, ~85% das vagas para estrangeiros) - integração total ao sistema acadêmico japonês, EJU obrigatório
- English-track (PEAK, GSC, G30, ~15% das vagas) - programas inteiramente em inglês, pensados para estudantes que não falam japonês, mas querem estudar no Japão
Para o estudante brasileiro, a escolha não é óbvia, e voltamos a ela na seção 6.
De quais seções o EJU é composto e quanto dura cada uma?
O EJU tem quatro seções de matérias + uma seção opcional de English Listening. O candidato escolhe quais seções vai prestar - a universidade diz no edital de seleção quais exige.
Seção 1: Japanese as a Foreign Language (JFL) - 125 minutos
A seção mais importante. Praticamente toda universidade que exige o EJU exige a JFL. É composta por quatro subseções:
| Subseção | Tempo | Formato |
|---|---|---|
| Writing (記述) | 30 min | Redação de 400-500 caracteres sobre um tema dado |
| Reading (読解) | 40 min | Textos acadêmicos + questões de múltipla escolha |
| Listening Comprehension (聴解) | 35 min | Conversas, palestras - respostas apenas a partir do áudio |
| Listening-Reading Comprehension (聴読解) | 20 min | Texto + áudio simultaneamente |
Total de 125 minutos, pontuação de 0 a 400 pontos (Reading + Listening + Listening-Reading) + 0 a 50 pontos à parte para o Writing. Ou seja, o máximo teórico é 450, mas as universidades costumam olhar o “core 400” + o writing separadamente.
O nível corresponde, na prática, a algo entre o JLPT N2 (limite inferior) e o N1 (limite superior). Não dá para passar na JFL com uma nota decente estando no nível N3 - o vocabulário e o ritmo de leitura são acadêmicos demais.
Seção 2: Japan and the World (総合科目) - 80 minutos
Equivalente aos “estudos sociais” japoneses - história, geografia, economia, política, relações internacionais, com ênfase na história e na geografia do Japão e do mundo. Geralmente exigida em cursos de humanidades, direito, economia e ciências sociais.
80 minutos, pontuação de 0 a 200, cerca de 38-40 questões de múltipla escolha, tudo em japonês. O conteúdo corresponde aproximadamente aos estudos sociais do ensino médio japonês - ou seja, exige conhecer, entre outras coisas, os períodos Edo e Meiji, a estrutura da economia japonesa, a ONU, o G7 e a UE. Para o candidato brasileiro, ajuda conhecer a história da Europa e do mundo nos séculos XIX-XX, mas ainda assim será preciso aprender a perspectiva japonesa.
Seção 3: Mathematics (数学) - 80 minutos
Dois níveis à escolha:
- Course 1 - para cursos de humanidades, economia e algumas ciências naturais. Álgebra, funções, estatística, geometria. Nível comparável ao da matemática que cai no ENEM somado a parte do conteúdo do vestibular.
- Course 2 - para cursos de exatas, engenharia e medicina. O Course 1 + análise matemática, sequências, números complexos, equações diferenciais, vetores em 3D. Nível mais alto do que o conteúdo cobrado nos vestibulares mais exigentes do Brasil - em algumas questões, chega perto de uma olimpíada de matemática.
80 minutos, pontuação de 0 a 200. O conteúdo pode ser prestado em japonês OU em inglês (a única seção com essa opção). Um estudante brasileiro com boa base em matemática (por exemplo, quem foi bem na prova de matemática do ENEM e em vestibulares como FUVEST) tem chances reais de tirar 150+ no Course 2, se prestar em inglês.
Seção 4: Science (理科) - 80 minutos
Você escolhe duas das três: Physics (物理), Chemistry (化学), Biology (生物). Essas duas escolhas são prestadas em uma única sessão de 80 minutos.
Pontuação de 0 a 200 no total (cada matéria de 0 a 100). O conteúdo, assim como o de matemática, está disponível em japonês ou em inglês. Nível comparável ao de física/química/biologia cobrado nos vestibulares brasileiros mais exigentes - aqui, o estudante brasileiro com boa preparação não está em desvantagem em relação ao japonês.
Seção opcional: English Listening - apenas para universidades específicas
Algumas universidades (entre elas a Hitotsubashi e parte dos programas da Waseda) exigem nota de TOEFL/IELTS - não o EJU English. O EJU English não faz parte do exame principal da mesma forma que as outras seções e costuma ser substituído por TOEFL/IELTS nos requisitos. Verifique sempre a universidade específica.
Tempo total e formato do dia do exame
Na prática, um dia de EJU dura de 6 a 7 horas, com intervalos. A JFL de manhã e as matérias à tarde. O exame é em papel, tudo com lápis 2B (padrão japonês; leve do Brasil ou compre em uma loja de conveniência por lá), e os cartões-resposta são lidos por leitura ótica.
Como se inscrever no EJU a partir do Brasil?
É aqui que começam os problemas. O EJU não é organizado no Brasil, nem em nenhum lugar das Américas, nem na Europa. Não existe um único centro de exame em todo o continente americano. Para o candidato brasileiro, os centros utilizáveis ficam todos do outro lado do mundo:
- Seul / Busan (Coreia do Sul) - a opção mais comum para candidatos de fora da Ásia; voo do Brasil de ~24h+ com pelo menos uma conexão
- Taipei (Taiwan) - alternativa à Coreia
- O próprio Japão - Tóquio, Osaka, Sapporo, Sendai, Nagoya, Quioto, Hiroshima, Fukuoka, Naha (Okinawa) e mais de uma dezena de cidades do interior
Na prática, para o candidato brasileiro isso significa um voo até Tóquio ou Seul e hospedagem. Como qualquer centro é uma viagem intercontinental de 24h ou mais, o padrão honesto é simplesmente voar direto ao Japão e fazer o exame na fonte. O custo da viagem fica em torno de R$ 9.000 a R$ 12.000 só pela ida e volta com hospedagem (passagem São Paulo - Tóquio, na baixa ou média temporada, ~R$ 6.000-9.000; hostel/hotel por 4 noites ~R$ 1.500-2.500; alimentação + transporte ~R$ 800).
Passo a passo: inscrição pela JASSO
- Acesse o portal oficial da JASSO:
jasso.go.jp/en/eju. A seção “Application” abre cerca de 3 meses antes do exame. Para a sessão de junho, geralmente em março; para a de novembro, geralmente em agosto. - Crie a conta de candidato (Examinee Registration). Exige a digitalização do passaporte, endereço no Brasil, e-mail e telefone.
- Escolha o local do exame - Japan vs Overseas. A lista de centros no exterior é publicada anualmente pela JASSO.
- Escolha as seções - a JFL é praticamente obrigatória; as matérias seguem os requisitos das suas universidades-alvo. Escolha o máximo que pediram - a nota de cada seção é reportada separadamente, então o excesso não prejudica, mas cada seção tem custo próprio.
- Pague a taxa do exame:
- Japão: JPY 14.000 por 1 seção, JPY 21.000 por 2 ou mais seções (cerca de R$ 450-670, ao câmbio de ~0,032 BRL/JPY)
- Exterior (Coreia, Taiwan etc.): valores semelhantes, JPY 14.000 / 21.000, pagamento local
- Baixe o Examination Voucher cerca de 3 semanas antes do exame.
- No dia do exame - passaporte + voucher + 2 lápis HB/2B + borracha. Sem relógio digital, sem celular (obviamente).
Calendário para 2026
| Sessão | Data do exame | Inscrição abre | Inscrição fecha | Resultados |
|---|---|---|---|---|
| Junho de 2026 | ~21 de junho de 2026 | fevereiro de 2026 | março de 2026 | fim de julho de 2026 |
| Novembro de 2026 | ~8 de novembro de 2026 | julho de 2026 | setembro de 2026 | fim de dezembro de 2026 |
As datas exatas devem sempre ser conferidas em jasso.go.jp/en/eju/examinee/schedule - são publicadas oficialmente com cerca de um ano de antecedência.
Detalhes logísticos importantes
- Os resultados valem 2 anos - você pode prestar o EJU em novembro de 2026 e se candidatar à seleção de 2027/2028.
- Você pode prestar várias vezes - as universidades olham a melhor nota dos últimos 2 anos (a maioria - confira a política da universidade específica).
- O resultado fica disponível apenas em japonês - pelo sistema Online Result Inquiry, login = número do candidato + data de nascimento.
- Você não envia o resultado à universidade - as universidades japonesas buscam os resultados diretamente na JASSO depois que você informa o seu número de EJU na candidatura.
Como funciona a pontuação do EJU?
Este ponto costuma ser mal compreendido por candidatos de fora da Ásia. O EJU não tem “passing score” - não existe uma nota que garanta a aprovação nem uma nota que automaticamente elimine você. Cada universidade, cada faculdade e às vezes cada programa define os próprios cortes.
Escala de pontuação (oficial, JASSO)
| Seção | Máximo | Nota “competitiva” típica para universidades de topo |
|---|---|---|
| Japanese (JFL) - Reading + Listening + L-R | 400 | 320+ |
| Japanese (JFL) - Writing | 50 | 35+ |
| Japan and the World | 200 | 160+ |
| Mathematics (Course 1 ou 2) | 200 | 170+ (Course 2 para exatas) |
| Science (soma de 2 matérias) | 200 | 160+ |
Ou seja, para um candidato a engenharia Japanese-track na Universidade de Tóquio, o alvo realista é:
- JFL: 350+ / 400 (cerca de 88%)
- JFL Writing: 40+ / 50
- Math Course 2: 180+ / 200
- Science (Physics + Chemistry): 170+ / 200
É um corte muito alto. Para comparar: em universidades públicas menos seletivas (por exemplo, Hokkaido University, Kyushu University fora dos cursos de topo), basta uma JFL de ~280-300 e matérias na faixa de ~140-160.
Estatísticas de médias (JASSO 2023, as mais recentes disponíveis publicamente)
Do relatório da JASSO referente à sessão de novembro de 2023:
- Média de JFL Reading+Listening+L-R: 236 / 400 (cerca de 59%)
- Média de Math Course 1: 108 / 200
- Média de Math Course 2: 115 / 200
- Média de Physics: 48 / 100
- Média de Chemistry: 52 / 100
Em outras palavras, o candidato médio do EJU está bem longe dos cortes das universidades de topo. As melhores universidades japonesas aceitam candidatos dos 5-10% superiores da distribuição de notas do EJU. É o mesmo fenômeno dos vestibulares mais concorridos do Brasil - a média geral é baixa, mas os melhores candidatos são realmente excelentes.
Como a universidade combina o EJU com o resto da candidatura?
A maioria das universidades japonesas usa o modelo EJU + Document Screening + Entrevista / Prova específica:
- Etapa 1: EJU - sua nota de EJU é a base do corte. Se você não atinge o mínimo, não avança.
- Etapa 2: Document Screening - notas escolares (histórico), carta de motivação, currículo, às vezes cartas de recomendação. Aqui também olham o histórico do ensino médio, embora não o convertam 1:1 em GPA japonês.
- Etapa 3: Prova específica e/ou entrevista no campus - exige viajar ao Japão. Entrevista em japonês, às vezes uma prova escrita adicional da principal matéria do curso.
Em outras palavras: o EJU é o portão de entrada, não o exame inteiro. Para comparar, ele se parece mais com o SAT para universidades dos EUA do que com o vestibular para universidades brasileiras. A nota do EJU sozinha não basta.
Como se preparar de forma realista para o EJU?
Hora dos detalhes. Um estudante brasileiro do 1º ou 2º ano do ensino médio que queira prestar o EJU está diante de um cenário que exige um plano de 2 a 3 anos. Eis um cronograma real.
Fase 1: Japonês do zero ao N3 (ano 1)
Sem japonês ao menos no nível N3, não faz sentido começar a preparação para a JFL do EJU. É um pré-requisito absoluto.
- Materiais: Genki I e II (livro-texto padrão), Tobira (intermediário), aplicativos Anki (decks Core 2k/6k/10k).
- Ritmo realista: 2 a 3 horas por dia, 6 dias por semana, durante 12 meses → nível N3 ao fim do ano.
- Verificação: passar no JLPT N3 em dezembro. O JLPT acontece 2 vezes por ano no Brasil, aplicado em várias cidades (São Paulo, Rio, Curitiba, Brasília, entre outras) pela Fundação Japão e parceiros - uma vantagem brasileira: com a maior comunidade nikkei do mundo, o acesso a aulas e exames de japonês é bem mais amplo do que na maioria dos países.
Fase 2: N3 → N2 (ano 2, meses 13-20)
- Materiais: Shin Kanzen Master N2 (os 5 volumes: vocab, kanji, gramática, leitura, listening), Sou Matome como complemento, So-matome para kanji.
- Ritmo: 3 a 4 horas por dia, leitura intensiva de textos acadêmicos (NHK News Easy, depois NHK News normal, depois Asahi Shimbun).
- Verificação: JLPT N2 em dezembro do ano 2.
Fase 3: Preparação direcionada ao EJU (meses 20-30)
Só agora começa a preparação específica para o EJU. Antes: japonês geral. Agora: o formato concreto do exame.
- JASSO Past Papers - a JASSO publica as provas oficiais das sessões anteriores (cada sessão, cada seção). São gratuitas em
jasso.go.jp/en/eju/examinee/pastexam. É, de longe, o recurso mais importante. - Livros de preparação da Bonjinsha - editora japonesa cuja série “EJU Practice Workbook” cobre todas as seções. Você compra na Amazon.co.jp ou na Kinokuniya online.
- Simulados do exame completo - pelo menos 3 simulados completos e cronometrados antes do EJU de verdade.
- Tutoria de japonês - se couber no orçamento, recomendados: professores do italki / Preply especializados em preparação para o EJU (cerca de R$ 60-130/hora). 1 a 2 aulas por semana durante 6 meses = R$ 3.000-5.500 de investimento.
Fase 4: Matérias em japonês (em paralelo, meses 18-30)
Esta etapa muitos candidatos ignoram. Matemática e Ciências em japonês são um vocabulário à parte. Mesmo que você domine física em português, os termos japoneses como “ângulo de incidência” (入射角 nyū-shakaku), “vetor unitário” (単位ベクトル tan’i-bekutoru) e “integral definida” (定積分 teiseki-bun) precisam ser aprendidos separadamente.
- Dica: se você prestar Matemática/Ciências em inglês (opção disponível no EJU), economiza essa etapa. O estudante brasileiro com boa terminologia em inglês de física/matemática deveria prestar Matemática/Ciências em inglês, deixando só a JFL e Japan and the World em japonês.
Fase 5: As últimas 6 semanas
- 5 a 6 simulados completos do EJU
- Análise de erros por seção
- Contato diário com a língua japonesa (NHK Radio News, podcasts)
- Reforço de writing (redação de 30 min cronometrada, todos os dias nas últimas 4 semanas)
Orçamento realista (R$)
| Item | Custo |
|---|---|
| Livros (Genki I+II, Tobira, Shin Kanzen N2 x5, livros de prática do EJU) | ~R$ 1.800 |
| JLPT N3 + N2 (inscrição no Brasil) | ~R$ 400 no total |
| Tutor / italki por 18 meses (1h por semana) | ~R$ 5.000 |
| Voo São Paulo → Tóquio + 4 noites para o exame | ~R$ 9.000 |
| Taxa do EJU (3 seções, JPY 21.000) | ~R$ 670 |
| Total | ~R$ 17.000 |
Além, é claro, dos 2 a 3 anos do seu tempo, que você não vai gastar em outra preparação (ENEM/vestibular, SAT, IB etc.).
EJU vs PEAK da Universidade de Tóquio vs GSC da Universidade de Quioto - qual trilha escolher?
Para o candidato brasileiro, esta é a decisão fundamental, que determina todo o plano dos próximos 2-3 anos. Comparemos as três trilhas:
Trilha A: EJU + Japanese-track (Todai, Kyodai, Osaka, Tohoku etc.)
Prós:
- Acesso total a todos os cursos, incluindo medicina, direito japonês e engenharias de nicho
- Integração cultural e linguística completa - depois de 4 anos, você fala japonês fluente
- Maior pool de vagas disponíveis (o Japanese-track tem ~85% das vagas para estrangeiros)
- Mais respeito local - o empregador japonês trata o egresso do Japanese-track como “totalmente integrado”
Contras:
- 2 a 3 anos de preparação linguística antes da candidatura
- O exame EJU = viagem ao Japão ou à Coreia
- Todas as aulas, livros e projetos em japonês - um reset completo do sistema cognitivo
- Dificuldade incomparavelmente maior do que a do sistema de vestibulares brasileiro
Trilha B: PEAK da Universidade de Tóquio (liberal arts em inglês)
Prós:
- Você se candidata sem saber japonês (embora os cursos de língua façam parte do programa, do nível zero ao intermediário)
- Requisitos: SAT/ACT ou IB ou diploma do ensino médio, TOEFL 100+/IELTS 7.0+, redação, recomendações, entrevista
- Currículo de liberal arts (Environmental Sciences, International Relations, Japan in East Asia) - base ampla
- O mesmo diploma da Universidade de Tóquio - ranking e prestígio idênticos aos do Japanese-track
- Mais acessível para o recém-formado brasileiro com bom SAT/IB
Contras:
- Cerca de 30 vagas por ano para o mundo inteiro. Ultracompetitivo (~3% de taxa de admissão para candidatos internacionais).
- Só liberal arts - não há medicina, direito, engenharia, física pura etc.
- Menos networking com estudantes japoneses (o PEAK é uma “bolha” internacional no campus de Komaba)
- Depois do diploma - ou você segue para a pós-graduação japonesa (e aí precisa do japonês), ou volta para o Ocidente
Detalhes → estudar na Universidade de Tóquio (Todai).
Trilha C: GSC da Universidade de Quioto (em inglês)
Prós:
- Ciências em inglês (principalmente biologia, química, agriculture)
- Sem exigência de EJU - SAT/ACT/IB + TOEFL
- Quioto como cidade - custo de vida menor do que o de Tóquio (aluguel ~70% do de Tóquio)
Contras:
- Oferta de cursos muito estreita - sobretudo ciências. Sem humanidades, sem engenharia no English-track.
- Coorte pequena - ambiente intimista, mas também menos opções na escolha de disciplinas
Detalhes → estudar na Universidade de Quioto (Kyodai).
Tabela de decisão para o candidato brasileiro
| Seu perfil | Trilha recomendada |
|---|---|
| Recém-formado com bom SAT/IB, sem japonês, quer liberal arts | PEAK Todai |
| Recém-formado com biologia/química fortes, sem japonês | GSC Kyodai |
| Recém-formado com 2 anos de japonês nas costas, quer engenharia/medicina | EJU + Japanese-track (engenharia em Todai, medicina em Osaka) |
| Recém-formado fascinado pelo Japão, disposto a 2 anos de gap para preparação | EJU + Japanese-track |
| Recém-formado buscando uma “alternativa mais barata aos EUA” | PEAK Todai ou G30 Osaka/Tohoku - trilha mais curta, prestígio semelhante |
Conclusão prática: para 80% dos candidatos brasileiros, o English-track (PEAK/GSC/G30) é a escolha racional. O EJU + Japanese-track só faz sentido se:
- Você já sabe japonês no nível N3+ (por exemplo, estudou desde o ensino médio em uma associação cultural nipo-brasileira, na Fundação Japão em São Paulo, ou morou no Japão)
- Você quer um curso específico indisponível no English-track (medicina em Osaka, direito japonês na Todai, engenharia de nicho na Tokyo Tech / Science Tokyo)
- Você pretende ficar no Japão a longo prazo (não só os 4 anos de graduação - mas carreira e integração)
A bolsa MEXT exige o EJU?
A bolsa MEXT (Ministry of Education, Culture, Sports, Science and Technology) é o principal programa de bolsas do Japão, financiado pelo governo japonês. Para estudantes brasileiros, está disponível pela Embaixada do Japão no Brasil (em Brasília) e pelos consulados-gerais (São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Belém, Porto Alegre, Manaus).
É uma trilha separada e paralela - independente da seleção universitária padrão. Cobertura integral da mensalidade + bolsa mensal de ~JPY 117.000-145.000 (cerca de R$ 3.750-4.650/mês) + passagem aérea. Ultracompetitiva: poucas vagas por ano para o Brasil em todas as categorias somadas.
As três principais trilhas da MEXT e o papel do EJU
| Programa | Nível | Exige EJU? |
|---|---|---|
| Undergraduate (学部留学生) | Bacharelado | NÃO - você tem o próprio exame (MEXT exam: matemática, ciências/estudos sociais + japonês + inglês) aplicado pela embaixada/consulado. Após a aprovação, há um ano de preparação linguística e, depois, candidatura interna à universidade. |
| Specialized Training College (専修学校) | Profissionalizante | NÃO - exame próprio da embaixada |
| College of Technology (高専) | Colégio de engenharia | NÃO - exame próprio |
| Research Student (研究留学生) | Mestrado/Doutorado | NÃO - exige contato com um professor e a anuência dele + documentos + entrevista |
Em outras palavras: a MEXT por recomendação de embaixada NÃO exige o EJU. Tem o próprio sistema de seleção.
MAS: depois do ano de Japanese language preparation no Japão (parte do programa MEXT Undergraduate), em muitos casos você precisa prestar o EJU para entrar em uma universidade específica no ano 2 da bolsa. É o momento em que a MEXT passa a se sobrepor ao EJU.
MEXT University Recommendation - a segunda trilha
A segunda trilha da MEXT é a University Recommendation - a universidade recomenda você diretamente à MEXT, sem passar pela embaixada. Aqui os requisitos são por universidade:
- Universidade de Tóquio, Universidade de Quioto - muitas vezes exigem o EJU para o Japanese-track, mas não para o PEAK/GSC (onde conta o SAT/IB)
- Tohoku, Osaka, Nagoya - podem exigir o EJU em alguns programas
A lista exata de requisitos deve sempre ser conferida no call-for-applications atual da universidade.
Conselho prático para o candidato brasileiro
Se você mira a MEXT, candidate-se primeiro pela Embassy Recommendation (prazo geralmente em maio-junho, para a seleção do ano seguinte). É a trilha mais barata - exame no Brasil, sem necessidade de prestar o EJU. Se você passar, tem um ano de língua no Japão com tudo pago e, depois desse ano, decide se presta o EJU ou se candidata ao English-track.
Candidatura MEXT pela embaixada: br.emb-japan.go.jp (seção “Educação / Bolsas do governo japonês”).
Cenário real: 2-3 anos de preparação para o EJU vs PEAK English-track
Vamos comparar as duas trilhas para uma estudante brasileira real de 2026 - a Marina, aluna de uma escola de ensino médio em São Paulo, no 2º ano, com ambição de uma universidade japonesa.
Cenário A: EJU Japanese-track (Universidade de Tóquio, curso de engenharia)
Ano 1 (2º e 3º ano do ensino médio, em paralelo com o ENEM):
- A Marina começa japonês em uma associação cultural nipo-brasileira em São Paulo (curso intensivo de 6h/semana) - cerca de R$ 3.600/ano
- Todos os dias, 2h de estudo individual + Anki
- Novembro do 3º ano: presta o ENEM (e, como backup, vestibulares como a FUVEST)
- Dezembro em diante: o gap year começa logo após a formatura, e a Marina intensifica o japonês. JLPT N3 em dezembro - passa.
Ano 2 (gap year 1, japonês em tempo integral):
- 6h/dia de japonês, 6 dias/semana
- Tutor italki 2x por semana (cerca de R$ 60/hora)
- JLPT N2 em dezembro do ano 2 - passa com 130/180
Ano 3 (gap year 2, preparação para o EJU + EJU):
- Janeiro-maio: preparação direcionada ao EJU, past papers da JASSO
- Junho: primeira tentativa do EJU em Tóquio. Resultado: JFL 305, Math Course 2 175, Physics+Chemistry 155.
- Julho-outubro: correções, segundo simulado
- Novembro: segunda tentativa do EJU. Resultado: JFL 340, Math 185, Phys+Chem 170.
- Dezembro: candidata-se à engenharia Japanese-track na Universidade de Tóquio.
- Janeiro-fevereiro: document screening + entrevista em Tóquio.
- Março: resultado. A Marina passa.
Tempo total: 2 anos e 9 meses depois da formatura. Custo total da preparação: ~R$ 30.000 (cursos, livros, 2 tentativas do EJU + voos, italki, JLPT). Além de 2 anos fora do sistema universitário brasileiro - a Marina não tem backup se não passar.
Estudos: 4 anos de engenharia Japanese-track na Todai. Mensalidade JPY 535.800/ano (cerca de R$ 17.100/ano), custo de vida em Tóquio ~JPY 130.000/mês (cerca de R$ 4.160/mês). No total, 4 anos de estudo: ~R$ 270.000.
Cenário B: PEAK da Universidade de Tóquio (English-track)
Ano 1 (2º ano do ensino médio):
- A Marina se prepara para o SAT (Khan Academy + livros da Princeton Review, cerca de R$ 1.800 no total)
- 3º ano do ensino médio: ENEM + vestibulares + SAT em março/maio do 3º ano, TOEFL em junho
- Resultado do SAT: 1480. TOEFL: 105. ENEM e vestibulares: notas altas em matemática, física e linguagens.
Ano 2:
- Setembro-dezembro: candidatura ao PEAK (prazo ~dezembro). Redação “Why Japan, why PEAK”, recomendações de professores da escola.
- Janeiro-março: entrevista online (o PEAK faz entrevistas online para candidatos internacionais).
- Abril: resultado. Pressuposto: a Marina passa (admissão ~3% - não é garantido, mas é realista para um perfil com 1480 no SAT).
Tempo total: 1 ano depois da formatura. Custo total da preparação: ~R$ 4.500 (preparação para o SAT + taxas de SAT/TOEFL + candidatura).
Estudos: 4 anos de liberal arts PEAK na Todai. Mensalidade idêntica, ~R$ 17.100/ano. Custo de vida em Tóquio o mesmo, ~R$ 4.160/mês. No total, 4 anos: ~R$ 270.000.
Comparação
| Dimensão | EJU Japanese-track | PEAK English-track |
|---|---|---|
| Tempo da formatura até o início | 2 anos e 9 meses | 1 ano |
| Custo da preparação | ~R$ 30.000 | ~R$ 4.500 |
| Risco (admissão) | ~50% (com notas de EJU 340/175/170) | ~3% |
| Depois do diploma: japonês fluente | SIM | parcialmente (curso de língua no programa) |
| Depois do diploma: curso | engenharia, medicina, direito | liberal arts |
| Backup, se não passar | nenhum (2 anos de gap year) | ENEM + universidades brasileiras ainda disponíveis |
Veredito prático
Para a maioria dos candidatos brasileiros: PEAK / GSC / G30. A trilha do EJU só faz sentido se:
- você tem paixão pela língua japonesa (não marketing - 2 anos reais de prazer em aprender)
- você quer um curso específico (engenharia, medicina, direito) indisponível no English-track
- você tem folga financeira para 2 anos de gap year + uma família disposta a te apoiar se não passar
Fora isso, o English-track + um bom desempenho no ENEM/vestibular + SAT/TOEFL é um investimento de tempo mais racional.
Se você está pensando em converter o seu histórico do ensino médio brasileiro em algo que as universidades japonesas entendam - use a nossa calculadora de GPA. As notas do ensino médio brasileiro não se traduzem 1:1 no sistema japonês de “hensachi”, mas apresentar os resultados em GPA 4.0 é exigido pela maioria das candidaturas PEAK/GSC.
FAQ
Posso prestar o EJU no Brasil?
Não. O EJU não é organizado no Brasil nem em nenhum lugar das Américas - não existe centro de exame em todo o continente americano. Os centros mais próximos e razoáveis para candidatos brasileiros ficam na Ásia: Coreia (Seul, Busan), Taiwan (Taipei) ou diretamente o Japão. Custo real da viagem ao exame: cerca de R$ 9.000 a R$ 12.000 ida e volta, com hospedagem.
Posso me candidatar a uma universidade japonesa SEM o EJU?
Sim - se você se candidatar ao English-track: PEAK da Universidade de Tóquio, GSC da Universidade de Quioto, programas G30 em Tohoku/Osaka/Nagoya/Kyushu, International Bachelor da Tokyo Tech (Science Tokyo), além da maioria dos programas da MEXT por recomendação de embaixada. Esses programas exigem SAT/ACT/IB + TOEFL/IELTS, não o EJU. Detalhes na seção 6 acima.
Qual é a diferença entre o EJU e o JLPT?
O JLPT (Japanese Language Proficiency Test) é um teste exclusivamente linguístico, organizado pela Japan Foundation, com 5 níveis (N5 o mais fácil, N1 o mais difícil). Avalia apenas o japonês. O EJU é um exame universitário organizado pela JASSO - avalia o japonês acadêmico mais as matérias (matemática, ciências, estudos sociais). O EJU é exigido para a candidatura ao Japanese-track; o JLPT às vezes é exigido adicionalmente por algumas universidades (em geral N2 ou N1 como complemento ao EJU). São dois exames diferentes para dois objetivos diferentes.
Quantas vezes posso prestar o EJU?
Sem limite. Você pode prestar 2 vezes por ano (junho, novembro) por quanto tempo quiser. Os resultados valem 2 anos, então, na prática, os candidatos prestam 2 a 3 vezes ao longo do ciclo de candidatura, usando a melhor nota. Cada tentativa tem uma taxa separada (JPY 14.000 / 21.000, cerca de R$ 450-670).
Posso prestar Matemática e Ciências em inglês?
Sim - Matemática e Ciências são as únicas seções do EJU disponíveis em versão em inglês. Você escolhe na inscrição. As seções JFL e Japan and the World são exclusivamente em japonês. Para o candidato brasileiro, é uma otimização importante - se a sua terminologia matemática e científica em inglês for mais forte do que em japonês (o que é o padrão de quem teve boa formação no ensino médio brasileiro), preste essas seções em inglês.
Preciso do JLPT N1 para o EJU?
Não, JLPT e EJU são exames diferentes e um não é formalmente exigido para o outro. Na prática: o nível de JFL no EJU que exige 320+/400 corresponde aproximadamente a algo entre N2 e N1. A maioria dos candidatos que tira boas notas no EJU está na faixa do N1. Algumas universidades (por exemplo, Hitotsubashi e a Sophia para certos programas) exigem o JLPT N1 como requisito adicional. Verifique os requisitos da universidade específica.
As universidades japonesas reconhecem o diploma do ensino médio brasileiro?
Sim, mas apenas como “graduation requirement” - ou seja, como prova de que você concluiu o ensino médio (12 anos de educação). O certificado de conclusão do ensino médio brasileiro é reconhecido pela MEXT e pelas universidades japonesas como equivalente ao kōtōgakkō sotsugyō shōmeisho (certificado de conclusão do ensino médio japonês). Isso NÃO significa que o seu histórico substitui o EJU. O histórico faz parte dos documentos da candidatura (“transcript”), mas no Japanese-track você ainda precisa prestar o EJU. No English-track, o histórico + SAT/IB são a base da avaliação acadêmica.
E se eu não passar em nenhuma universidade japonesa depois do EJU?
É um cenário realista que vale a pena pensar antes de começar os 2 anos de preparação. Opções:
- Candidatar-se a universidades públicas menos seletivas (Hokkaido, Kyushu fora dos cursos de topo, Hiroshima, Tohoku fora de engenharia) - a sua nota de EJU de 280-300 pode bastar
- Candidatar-se a universidades privadas - Waseda, Keio, Sophia, Ritsumeikan aceitam notas menores de EJU, mas com mensalidades 3 a 4 vezes maiores (cerca de JPY 1.200.000-1.500.000/ano, ~R$ 38.000-48.000/ano)
- Backup: universidades brasileiras - se você prestou o ENEM e os vestibulares antes do gap year, ainda pode se matricular pelo Sisu/vestibular nos prazos de cada ano
- Backup: G30 / English-track em outra universidade - se o seu inglês está em TOEFL 100+, você pode em 6 meses se candidatar a um G30
Por isso a decisão “EJU + gap year de 2 anos” precisa ser consciente. Não é “vou tentar, e, se não der, faço o vestibular”. Se você gasta 2 anos de gap year com japonês, precisa ter backups embutidos no plano.
Fontes e metodologia
Os dados deste artigo vêm exclusivamente de fontes oficiais e verificáveis:
JASSO (Japan Student Services Organization, organizador oficial do EJU):
jasso.go.jp/en/eju/index.html- página principal do EJU, estrutura do exame, locaisjasso.go.jp/en/eju/examinee/schedule- calendário das sessõesjasso.go.jp/en/eju/examinee/pastexam- past papers (provas oficiais)jasso.go.jp/en/eju/examinee/score- sistema de pontuação, médias de notas- JASSO Annual Report 2023-2024 - estatísticas de médias da sessão de novembro de 2023
MEXT (Ministry of Education, Culture, Sports, Science and Technology):
mext.go.jp/en/policy/education/highered/title02/detail02/sdetail02/1373895.htm- política dos 300 mil estudantes internacionaismext.go.jp/en/policy/education/highered/title02/detail02/sdetail02/1373897.htm- framework do Global 30 (G30)
StudyJapan (portal oficial da MEXT para candidatos estrangeiros):
studyjapan.go.jp/en/index.html- diretrizes gerais, visão geral da bolsa MEXT
Universidades japonesas (páginas oficiais, domínios .ac.jp):
u-tokyo.ac.jp/en/prospective-students/peak.html- PEAK da Universidade de Tóquiokyoto-u.ac.jp/en/admissions- admissões da Universidade de Quioto, detalhes do GSCosaka-u.ac.jp/en/admissions- G30 / FrontierBA da Universidade de Osakatohoku.ac.jp/en/admissions/- programa FGL (Future Global Leadership) da Universidade de Tohokuisc.titech.ac.jp/en/admissions/index.html- International Bachelor da Tokyo Tech (Science Tokyo)
Embaixada do Japão no Brasil:
br.emb-japan.go.jp- bolsa MEXT por recomendação de embaixada, seção em português
Câmbio:
- Câmbio JPY/BRL ~0,032 BRL/JPY (~31 JPY/BRL), referência de junho de 2026 (Banco Central do Brasil, BCB). Todas as conversões do artigo usam essa taxa. Para o cálculo atual, recomendamos usar a cotação vigente do BCB no dia da leitura.
O que NÃO usamos (deliberadamente):
- Fóruns como Reddit, Quora, GaijinPot
- Sites de blogs pessoais
- Materiais comerciais de agências de intercâmbio (que às vezes são motivados por comissão, não por precisão)
- Estatísticas de 2019-2020 (pré-COVID, desatualizadas para a seleção pós-2022)
Limitações deste artigo:
- Os dados de pontuação são da sessão de novembro de 2023 (os mais recentes disponíveis publicamente no momento da publicação). A JASSO publica as estatísticas com 6-12 meses de atraso.
- Os preços de passagens aéreas São Paulo → Tóquio são estimativas (faixa dos últimos 12 meses, podem mudar).
- Os cortes exatos de pontos por universidade/curso não são publicados por todas as universidades. Nossas estimativas de “competitive score” se baseiam em dados de fóruns de alumni e relatórios universitários, quando disponíveis - trate-as como orientação, não como valor vinculante.
Se você planeja se candidatar para o ano acadêmico de 2026/2027 ou 2027/2028, verifique sempre o calendário e os requisitos atuais diretamente no site da JASSO e da universidade específica no mês em que tomar a decisão. A política do EJU muda raramente, mas os requisitos por universidade e por curso são atualizados todos os anos.
Leitura complementar:
- Estudar na Universidade de Tóquio (Todai) - guia 2026
- Estudar na Universidade de Quioto (Kyodai) - guia 2026
- Estudar na Universidade de Osaka - guia 2026
- Estudar na Universidade de Tohoku (Sendai) - guia 2026
- Estudar na Tokyo Tech (Science Tokyo) - guia 2026
- Calculadora de GPA - converta o seu histórico para GPA 4.0