A Rua dos Bragas sobe do rio em direção ao coração académico do Porto, e numa manhã de setembro traz um trânsito muito particular: estudantes com cordões da FEUP a caminho da faculdade de engenharia, médicos de bata branca a cruzar para o Hospital de São João, um grupo de Erasmus da Polónia e do Brasil a comparar preços da cantina em frente à reitoria. A umas ruas dali, a Livraria Lello — a maravilha da escadaria em espiral que inspirou Hogwarts — tem fila de turistas, mas os estudantes passam ao lado; o Porto deles é o das francesinhas baratas, da Ribeira ao fim da tarde e da Queima das Fitas em maio, quando a cidade inteira se rende à universidade. Porto é a cidade trabalhadora do norte de Portugal, e a sua universidade tem o mesmo carácter: menos famosa do que Lisboa, discretamente excelente, e — para um estudante português a fazer as contas — extraordinariamente vantajosa.
Aqui está o essencial. A Universidade do Porto é a maior universidade de investigação de Portugal e a que mais subiu nos rankings este ano, avançando 41 lugares para o #237 do QS World University Rankings 2026 — o seu ponto mais alto de sempre, segunda no país atrás de Lisboa. Tem aproximadamente 32.000 alunos em 14 faculdades e uma escola de gestão, e os seus pontos fortes reais são a engenharia e as ciências da saúde: as tabelas por área do QS 2026 colocam-na entre o top 150 mundial em engenharia civil e engenharia química, e no top 70 em Farmácia. Para um estudante português, a conta que importa é esta: a propina é €697 por ano, o teto legal nacional igual para todas as universidades públicas. Num país onde o custo de vida no Porto é 20–25% abaixo de Lisboa, um ano académico no Porto é uma das oportunidades de formação mais competitivas da Europa — e uma que muitos estudantes do norte de Portugal subestimam por a ter demasiado perto.
Neste guia percorro a universidade em concreto — em que áreas é genuinamente forte, como estão organizadas as faculdades, como funciona a candidatura pelo Concurso Nacional de Acesso, o custo real das propinas e da vida no Porto, e o que significa ter um diploma daqui para a carreira. Faz parte do nosso guia completo para estudar em Portugal, que cobre o sistema nacional, todas as universidades e as principais decisões — lê esse primeiro se ainda estás a escolher onde candidatar.
Universidade do Porto: números principais
Fonte: QS World University Rankings 2026 (geral e por áreas); páginas de propinas e candidatura da Universidade do Porto; Atlas College Council. Propinas e notas de acesso podem variar por faculdade — confirma na página do curso.
Porquê a Universidade do Porto?
A primeira razão é a que a folha de cálculo mostra: uma formação de referência a um custo que é difícil de superar em qualquer parte séria da Europa. Um estudante português paga os €697 anuais que a lei fixou para todas as universidades públicas do país — e fica com acesso a uma universidade hoje classificada no top 100 europeu, com fortes centros de investigação e um diploma de mobilidade plena na UE. Junta a isso os custos de vida no Porto, entre €600 e €900 por mês, e o ano completo fica em torno de €8.000–12.000 — dos valores mais baixos para uma formação universitária séria em Portugal ou na Europa.
A segunda razão é o peso de investigação e o momento de crescimento. O Porto não subiu gradualmente no ranking em 2026; deu um salto de 41 lugares até ao #237, o tipo de movimento que reflete citações crescentes e colaborações internacionais, não um desvio pontual. É a maior produtora de publicações científicas em Portugal, com institutos de investigação com projeção internacional real — o i3S em ciências da saúde e a vida, e o INESC TEC em computação e eletrónica entre eles — e pelo Leiden Ranking, focado em citações, está em torno do #132 mundial e em primeiro lugar em Portugal. Para um estudante que queira fazer um percurso orientado para a investigação, trabalhar em laboratório ou preparar um mestrado ou doutoramento, esta dimensão importa mais do que o número geral.
A terceira razão são as duas faculdades de referência. O Porto é, antes de tudo, uma universidade de engenharia e medicina. A Faculdade de Engenharia (FEUP) é das melhores do país e ancora os rankings mundiais em engenharia química e civil; a Faculdade de Medicina (FMUP), organizada em torno do Hospital de São João, é uma das principais escolas médicas portuguesas. Para quem quer uma carreira em STEM ou ciências da saúde em Portugal ou na UE, é uma escolha genuinamente forte e genuinamente acessível.
Um ponto honesto: a grande maioria das licenciaturas é lecionada em português. Para os estudantes portugueses isso não é um obstáculo — é a norma. Mas significa que a oferta em inglês ao nível de licenciatura é reduzida; ela existe e é mais ampla nos mestrados. Se planeias mais tarde fazer um mestrado em inglês no estrangeiro, o Porto prepara-te bem para isso — mas as licenciaturas aqui são, na sua esmagadora maioria, em português, que é precisamente o que a maioria dos estudantes nacionais quer.
Pontos fortes académicos — engenharia, saúde e investigação
A Universidade do Porto está organizada em 14 faculdades mais a Porto Business School, e a forma inteligente de a ler é pelas áreas onde a procura e os rankings se concentram, não pela posição geral. O catálogo da universidade lista cerca de 360 programas de estudo; o nosso Atlas regista 614 programas quando se contam todas as especialidades e variantes. A tabela abaixo mapeia os pontos fortes reais por área, segundo o QS 2026 — estas são as áreas em que o Porto é internacionalmente competitivo, não apenas presente.
| Rank mundial | Área | O que significa no Porto |
|---|---|---|
| 69 | Farmácia e Farmacologia | O ponto mais alto do Porto em qualquer área · Faculdade de Farmácia (FFUP) |
| 51–100 | Arquitetura e Ambiente Construído | A FAUP de referência — Álvaro Siza e Souto de Moura, ambos Prémio Pritzker, estudaram aqui |
| 101–150 | Engenharia Química | Ponto forte da FEUP · investigação em processos e materiais |
| 101–150 | Engenharia Civil e Estrutural | FEUP · uma das escolas de engenharia civil mais sólidas do país |
| =188 | Ciências Biológicas | Ancorada no instituto de investigação i3S |
| =191 | Medicina | FMUP + Hospital Universitário de São João · escola de medicina top-200 mundial |
| 151–200 | Engenharia Mecânica e Aeronáutica | FEUP · fortes ligações à indústria do norte de Portugal |
| 151–200 | Psicologia · Materiais · Ciências Ambientais | Investigação ativa nas ciências da faculdade |
| Fonte: QS World University Rankings by Subject 2026 (bandas publicadas); Atlas College Council. Abreviaturas: FEUP (engenharia), FMUP (medicina), FFUP (farmácia), FAUP (arquitetura). A força varia dentro de cada faculdade. | ||
Lê esta tabela e uma hierarquia torna-se evidente. A engenharia é a espinha dorsal da universidade — a FEUP sustenta os rankings em engenharia química, civil e mecânica e é onde a maioria dos estudantes de STEM com ambições nacionais ou europeias deve olhar. A farmácia é a estrela discreta: em #69 mundial é o ponto mais alto do Porto, acima de qualquer das áreas de engenharia. E a arquitetura projeta-se muito acima do ranking geral — a Faculdade de Arquitetura (FAUP) é uma das mais respeitadas da Europa, escola de Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura, ambos laureados com o Prémio Pritzker, e o seu próprio edifício, desenhado por Siza, é um destino de peregrinação para estudantes de arquitetura de todo o mundo. Para quem aspira à área das ciências da saúde, a combinação da FMUP, da FFUP e do i3S significa que o Porto oferece um ecossistema de medicina-farmácia-biomedicina interligado que poucas universidades desta dimensão conseguem igualar.
Para além dos rankings, a escala de investigação da universidade é o fator diferenciador. Com cerca de 48 unidades de investigação e institutos como o INESC TEC (computação, robótica, telecomunicações) e o i3S (um dos maiores institutos de investigação em saúde da Península Ibérica), o Porto é o tipo de lugar onde um aluno de licenciatura pode razoavelmente entrar numa equipa de laboratório e um aluno de mestrado pode inserir-se em consórcios de investigação europeus. É essa parte do rótulo de “universidade de investigação” que realmente muda os teus três ou cinco anos aqui.
Candidatura — o Concurso Nacional de Acesso e como entrar
Para estudantes portugueses, o caminho é direto e passa por um único portal: o Concurso Nacional de Acesso gerido pela DGES. É o mesmo sistema centralizado que serve todas as universidades públicas do país. Defines as tuas preferências por ordem de prioridade — podes incluir até seis opções por fase — e a colocação é feita automaticamente com base na nota de candidatura, que combina a média do ensino secundário com os resultados dos exames nacionais obrigatórios para o curso.
Não há candidatura direta à Universidade do Porto fora deste sistema para candidatos nacionais. O Porto não tem um processo próprio paralelo — entras pelo mesmo portal de acesso ao ensino superior que todos os outros. A 1.ª fase decorre geralmente em junho–julho, com as colocações publicadas no início de agosto; há uma 2.ª fase em agosto–setembro para as vagas que ficam por preencher. Para cursos altamente competitivos como Medicina na FMUP ou Engenharia Informática na FEUP, as notas de acesso nas últimas fases publicadas pela DGES são elevadas — consulta sempre os dados mais recentes em dges.mec.pt para o ano letivo que te interessa.
Na candidatura, candidatas-te a um curso específico, não à universidade em geral — por isso define a tua área cedo. Cada curso tem os seus exames de ingresso obrigatórios: Matemática e Física-e-Química para a maioria das engenharias da FEUP, Biologia e Química para Medicina, por exemplo. A nota de candidatura pesa a média de secundário e as classificações dos exames numa fórmula divulgada pela DGES, que varia ligeiramente por curso.
Em termos de língua, as licenciaturas são lecionadas em português. A oferta em inglês existe sobretudo ao nível dos mestrados e doutoramentos, com especial força em engenharia, ciências, ciência de dados, biomedicina e gestão na Porto Business School. Se planeias mais tarde um mestrado em inglês no Porto ou no estrangeiro — por exemplo com TOEFL ou IELTS — podes preparar-te no nosso app TOEFL, que oferece simulações completas com correção automática de speaking e writing. Para candidaturas paralelas a universidades nos EUA que exijam o SAT, o nosso app SAT cobre o digital SAT adaptativo. E para perceber as diferenças entre exames de língua inglesa, vê o nosso guia TOEFL vs IELTS para universidades europeias.
Custos — propinas e um orçamento real no Porto
O Porto tem uma das contas mais claras de todo o sistema universitário português para estudantes nacionais, por isso vamos a ela.
Em propinas, a situação é simples: um estudante português ou da UE/EEE paga €697 por ano numa licenciatura ou mestrado integrado — o teto fixado por lei para todas as universidades públicas do país. É o mesmo valor que pagas em Coimbra, em Lisboa ou em Évora. O Porto não cobra mais nem menos do que a lei permite para residentes nacionais. Em mestrados autónomos, o valor pode ser ligeiramente superior, mas permanece na escala pública nacional (página de propinas da FEUP).
Em custos de vida, o Porto é uma das melhores opções da Europa Ocidental. Prevê €600–900 por mês no total — cerca de 20–25% abaixo de Lisboa. Um quarto em casa partilhada ou residência universitária perto das faculdades custa €300–500; alimentação é €120–200 se cozinhares e aproveitares as cantinas (Pingo Doce, Continente e Lidl são aliados do estudante); o passe Andante sub23 ronda os €30; uma refeição na cantina universitária custa €2,80–4,50 e um café menos de €1. Ao longo de um ano, isso representa €7.200–10.800.
Somando as duas componentes, o quadro completo é este:
Custo anual na Universidade do Porto
Propinas + vida, 2025/26.
| Percurso | Custo anual estimado | O que inclui |
|---|---|---|
| Estudante português/UE, licenciatura | ~€8.000–12.000 | €697 propina + vida no Porto €600–900/mês |
| Estudante português, mestrado autónomo | ~€8.500–13.000 | Propina pública + vida; confirma na página do curso |
| Estudante da CPLP (países lusófonos, não-EU) | taxa reduzida | Até 45% de desconto na propina internacional + vida no Porto |
Fonte: páginas de propinas da Universidade do Porto / FEUP e Atlas College Council; custos de vida publicados para o Porto. Confirma sempre o valor exato na página do teu curso para o teu ano letivo.
Vida estudantil no Porto
O Porto cria nos seus estudantes uma lealdade que Lisboa, com todo o seu glamour, raramente iguala — e a vida aqui é diferente: mais pequena, mais barata, mais intensa, com a sua identidade nortenha muito própria. A universidade está integrada no centro da cidade e não vedada do exterior: a reitoria e várias faculdades ficam no núcleo histórico, a FEUP e as ciências ocupam o campus de Asprela a norte, perto do Hospital de São João, e nunca estás longe da Ribeira, classificada Património Mundial da UNESCO, ou do próprio Douro.
As tradições estão vivas aqui de uma forma que surpreende quem chega de fora. A Queima das Fitas — a “queima das fitas” de cada maio — entrega a cidade aos estudantes durante uma semana de desfiles, concertos e o ritual da queima das fitas coloridas de cada faculdade. As tunas, grupos musicais estudantis em traje académico tradicional, animam as ruas, e os costumes da praxe continuam a marcar o início do ano académico. Do outro lado do Douro, em Vila Nova de Gaia, ficam as caves do vinho do Porto, onde uma prova custa €5–10 e onde muitos estudantes têm o seu primeiro contacto com a bebida que deu nome à cidade.
Dois aspetos práticos tornam o Porto fácil de habitar. Primeiro, a infraestrutura universitária é sólida: residências, cantinas, serviços de ação social, programas de integração e uma rede de mobilidade Erasmus com mobilidade recorde. Segundo, o valor estende-se para além das propinas — renda mais baixa, almoço na cantina por menos de €4, um metro que funciona e uma cidade compacta onde não precisas de carro. Para o panorama completo de onde viver e estudar, o nosso guia das melhores cidades universitárias em Portugal coloca o Porto ao lado de Lisboa e Coimbra.
Carreira e reputação
Um diploma da Universidade do Porto tem dois ativos que um estudante português deve pesar: uma reputação regional e nacional forte, e — a parte que viaja — uma qualificação europeia completa com mobilidade total no espaço UE. Podes construir uma carreira no Porto, levar o mesmo diploma para Amesterdão, Munique ou Dublin, ou usá-lo como base para um mestrado em qualquer parte da Europa sem fricções de reconhecimento.
Dentro de Portugal, o Porto está no centro do norte industrial e tecnológico do país. Os diplomados da FEUP entram em empresas como Bosch, Continental, Critical Software e numa densa rede de consultoras de engenharia — e o ecossistema tecnológico do Porto cresceu muito rapidamente. A prova mais clara é o fundador mais famoso da cidade: José Neves estudou economia na Universidade do Porto antes de construir a Farfetch como plataforma global de moda de luxo. A isto juntam-se a base de engenharia da OutSystems e um ecossistema de startups em expansão que faz do norte o corredor tecnológico discreto de Portugal. Os diplomados da FMUP e da FFUP integram o sistema hospitalar, a farmacêutica e a órbita de investigação do i3S; para gestão, a Porto Business School tem mestrados e programas executivos que o QS classifica entre as opções europeias mais sólidas ao nível de pós-graduação.
Uma vantagem que os dados raramente mostram: o idioma. Um diplomado que sai do Porto com português fluente e inglês de trabalho tem um perfil raro que abre o mercado brasileiro — a nona maior economia do mundo — e as economias lusófonas de África. Para estudantes de engenharia, gestão e relações internacionais em particular, é um segundo passaporte escondido dentro do diploma: os alunos que investem no idioma saem com opções em São Paulo e Luanda que os seus pares de diploma equivalente noutros países simplesmente não têm. O panorama completo das saídas profissionais em Portugal está no nosso guia de país.
Como o College Council pode ajudar
Criámos o College Council para eliminar os dois fatores que mais frequentemente comprometem uma candidatura: uma preparação de testes insuficiente e um processo desorganizado e de última hora. O Porto admite com base nas notas do ensino secundário e dos exames nacionais — a tua preparação para o Concurso Nacional de Acesso é o que determina a colocação. Mas para candidaturas paralelas a universidades no estrangeiro que exijam testes de língua inglesa, o nosso app TOEFL oferece simulações completas do TOEFL iBT com correção automática de speaking e writing — o mais próximo de um exame de treino que podes fazer em casa. E o nosso app SAT cobre o SAT digital adaptativo se estiveres também a candidatar a universidades nos EUA.
A parte mais difícil é o julgamento, e é aqui que a plataforma tem mais valor. No College Council temos todas as universidades, os seus requisitos de admissão e como entrar — os mesmos dados do Atlas que alimentam este guia — para que possas comparar uma licenciatura pública no Porto com a Universidade de Lisboa ou um percurso internacional na Nova SBE com números reais, não marketing. Regista-te no College Council para construir a tua lista, ou vai diretamente à nossa calculadora de hipóteses para perceber onde te situas. Quando quiseres explorar o sistema completo, consulta o perfil da Universidade do Porto no nosso Atlas, que mapeia os programas, propinas e requisitos de acesso.
Perguntas Frequentes
Qual é o ranking da Universidade do Porto em 2026?
A Universidade do Porto está em #237 no QS World University Rankings 2026, subindo 41 lugares em relação ao #278 do ano anterior — o seu ponto mais alto de sempre e uma das maiores subidas da edição 2026. É a segunda universidade portuguesa mais bem classificada, a seguir à Universidade de Lisboa, e situa-se dentro do top 100 europeu. No Times Higher Education 2026 enquadra-se na banda 401–500, e no Shanghai ARWU 2024 no grupo 201–300, primeira ou segunda no país. Pelo Leiden Ranking, está em torno do #132 mundial e em primeiro lugar em Portugal.
Quanto custam as propinas na Universidade do Porto para estudantes portugueses?
Para estudantes portugueses e da UE/EEE, a propina é o teto legal nacional: €697 por ano numa licenciatura. É o mesmo valor cobrado em qualquer universidade pública do país. Em mestrados autónomos, o valor pode subir ligeiramente, mas permanece dentro da escala pública nacional. Consulta sempre a página do teu curso para confirmar o valor exato para o teu ano letivo.
Como me candidato à Universidade do Porto sendo estudante português?
Os candidatos portugueses e da UE candidatam-se através do Concurso Nacional de Acesso gerido pela DGES — o mesmo portal central para todas as universidades públicas. Defines as tuas preferências por ordem de prioridade e a colocação é feita com base na nota de candidatura, que combina as classificações do ensino secundário e os resultados dos exames nacionais. A 1.ª fase decorre geralmente em junho–julho, com colocações publicadas em agosto. Não existe candidatura direta à Universidade do Porto fora deste sistema para candidatos nacionais.
Para que é conhecida academicamente a Universidade do Porto?
É a maior produtora de investigação científica em Portugal e os seus pontos fortes situam-se na engenharia e nas ciências da saúde. A FEUP é uma das melhores escolas de engenharia do país e o QS 2026 coloca o Porto no top 150 mundial em engenharia química e civil e estrutural. Está também entre o top 70 mundial em Farmácia, top 100 em Arquitetura, top 200 em Medicina, Biologia e Psicologia. A FMUP e o Hospital de São João tornam-na uma das principais escolas médicas do país, e alberga o i3S (ciências da vida) e o INESC TEC (computação e eletrónica).
Existem bolsas de estudo para estudantes portugueses no Porto?
Sim. O principal mecanismo é a Ação Social Escolar do Ensino Superior, gerida pela DGES, que atribui bolsas com base nos rendimentos do agregado familiar — o montante pode cobrir as propinas e parte dos custos de vida. A Universidade do Porto tem também os seus próprios apoios sociais, incluindo alojamento em residências universitárias e refeições subsidiadas. O programa Erasmus+ permite ainda mobilidade para um semestre ou mestrado no estrangeiro com bolsa de subsistência associada.
Quanto custa viver no Porto como estudante?
O Porto é uma das melhores cidades universitárias da Europa Ocidental em termos de custo-benefício — entre €600 e €900 por mês no total, cerca de 20–25% abaixo de Lisboa. Um quarto em casa partilhada perto das faculdades custa €300–500; alimentação €120–200 se cozinhares e usares as cantinas; o passe Andante sub23 ronda os €30; uma refeição na cantina custa €2,80–4,50 e um café menos de €1. Ao longo de um ano isso representa €7.200–10.800 em custos de vida. Com a propina de €697, o ano completo fica em torno de €8.000–12.000.
A Universidade do Porto é boa para engenharia e medicina?
Sim — são os seus dois pontos de referência. A FEUP está entre as melhores escolas de engenharia do país, e o QS 2026 coloca o Porto no top 150 mundial tanto em engenharia química como em engenharia civil e estrutural, com resultados sólidos também em engenharia mecânica e ciência dos materiais. A FMUP, ligada ao Hospital Universitário de São João, é uma das principais escolas médicas do país e está no top 200 mundial pelo QS em Medicina. Para uma carreira em STEM ou ciências da saúde em Portugal ou na UE, o Porto é uma escolha séria, com forte atividade de investigação.
O que posso fazer depois de me licenciar no Porto?
Uma licenciatura do Porto é uma qualificação europeia completa com mobilidade total na UE. Internamente, o Porto está no centro do norte industrial e tecnológico de Portugal: os diplomados da FEUP entram em empresas como Bosch, Continental e Critical Software. José Neves estudou economia aqui antes de criar a Farfetch. Os diplomados da FMUP e da Faculdade de Farmácia integram o sistema hospitalar, a farmacêutica e a investigação do i3S. Para gestão, a Porto Business School tem mestrados bem classificados a nível europeu.
Resumo — a Universidade do Porto é a escolha certa para ti?
O Porto é a escolha que fazes quando o peso académico, a investigação de ponta e uma reputação sólida numa área específica importam mais do que um nome globalmente famoso. Para um estudante português, a conta é difícil de bater: uma universidade de investigação hoje classificada no top 100 europeu, de referência mundial em engenharia, farmácia e arquitetura, por €697 por ano e com custos de vida abaixo de praticamente qualquer alternativa comparável.
Pesa com honestidade a única limitação real: a maioria das licenciaturas é lecionada em português — o que, para a maioria dos estudantes nacionais, é precisamente o que procuram. Para quem quiser prosseguir mestrado em inglês, a oferta nesse nível é ampla. Avaliando com rigor, e com isso em conta, a Universidade do Porto é uma das melhores propostas de formação universitária em Portugal — com particular força para engenharia e ciências da saúde.
Próximos passos
- Escolhe a faculdade e o curso — o Porto admite-te a um curso específico, e é a faculdade que define tanto a nota de acesso como a estrutura do plano curricular.
- Confirma os exames de ingresso — verifica quais os exames nacionais obrigatórios para o teu curso no portal da DGES.
- Acompanha as notas de entrada — consulta os últimos dados de colocação publicados pela DGES para ter um referencial realista.
- Explora bolsas e ação social — informa-te sobre os apoios da Ação Social Escolar e as residências universitárias antes do início do ano letivo.
- Regista-te no College Council — compara o Porto com Lisboa e a Nova SBE em números reais e usa a nossa calculadora de hipóteses para perceber onde te situas.
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Fontes e Metodologia
Os factos sobre a universidade, rankings e dados de programas provêm do registo da Universidade do Porto no Atlas College Council (Wikidata Q1422903), cruzados com o site oficial da universidade e o QS World University Rankings 2026. Os dados de maior impacto para o ciclo corrente — propinas, janelas de candidatura e o movimento no QS — foram verificados junto do QS/TopUniversities, das páginas de candidatura e propinas da Universidade do Porto e da FEUP, e dos comunicados da U.Porto em junho de 2026. As propinas para o ciclo em curso devem sempre ser confirmadas na página do curso específico.
- QS / TopUniversities — Perfil da Universidade do Porto e QS World University Rankings 2026 (geral #237, subiu 41 lugares a partir de #278; ranks por área: farmácia #69, engenharia química e civil 101–150, medicina =191, arquitetura 51–100)
- Universidade do Porto — Candidatura / estudantes internacionais (~20% estudantes internacionais, 14 faculdades + escola de gestão, ~360 programas)
- Universidade do Porto (FEUP) — Propinas correntes (PT/UE €697; taxa diferenciada para Internacional)
- Universidade do Porto — Mobilidade internacional recorde (mobilidade recorde; 6.000+ internacionais, ~90 nacionalidades)
- Universidade do Porto — U.Porto nos rankings (THE 401–500, ARWU 201–300, Leiden #132, sumário de rankings institucionais)
- DGES — Direção-Geral do Ensino Superior, Concurso Nacional de Acesso, fases de candidatura e conversão de notas para a escala 0–20 (ciclo 2026)
- College Council — Atlas do ensino superior (identidade, programas e dados de propinas da Universidade do Porto; registo Q1422903) e experiência de aconselhamento com famílias de candidatos nacionais