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SAT vale a pena? Guia para estudantes e pais brasileiros | College Council
Exames 45 min de leitura

SAT vale a pena? Guia para estudantes e pais brasileiros

Vale a pena fazer o SAT como estudante brasileiro? Quando o SAT compensa, quando não, custo de preparação, resultados de brasileiros. Guia para estudantes e pais.

SAT vale a pena? Guia para estudantes e pais brasileiros

Vale a pena fazer o SAT? Sim, se você planeja estudar nos EUA, Reino Unido ou em universidades europeias de prestígio (Bocconi, IE, SSE). Estudantes brasileiros alcançam em média 1170 pontos sem preparação e 1350–1450 com um plano de estudos. Custo: $107 pelo exame + 3–6 meses de preparação.


Seu filho(a) chega para você em uma tarde e diz que quer fazer um exame americano. Custa mais de 500 reais, exige seis meses de preparação e é inteiramente em inglês. Sua primeira reação? Provavelmente algo entre “para que isso?” e “não é muito cedo?”. E é compreensível – o SAT parece algo de outro mundo. Porque é de outro mundo. Do sistema educacional americano, que há décadas impulsiona a admissão nas melhores universidades do planeta.

Mas antes de descartar a ideia ou abrir a carteira, pare por um momento. Este exame não é um capricho nem uma moda passageira. Para muitos estudantes brasileiros do ensino médio, o SAT se tornou um passaporte para universidades que antes nem sonhavam – de Harvard, passando por Bocconi, até Trinity College Dublin. A questão não é “o SAT existe?”, mas sim se vale a pena fazer o SAT na sua situação específica. E para essa pergunta, a resposta não é simples.

E se você é esse estudante – está no segundo ou terceiro ano do ensino médio, lendo sobre o SAT, ouvindo opiniões contraditórias de colegas, professores e fóruns, e não sabe se faz sentido. Um diz “sem o SAT você não entra nos EUA”, outro afirma “as universidades já não exigem isso”. Quem está certo? Ambos, e nenhum. Porque tudo depende de onde você quer chegar e o quão preparado você está para a preparação.

Este artigo foi escrito tanto para você quanto para seus pais. Sem jargões corporativos, sem promessas vazias. Vamos abordar os pontos concretos: quando o SAT compensa, quando é perda de tempo, quanto custa, quais resultados os estudantes brasileiros alcançam e como começar, se você decidir que este é o seu caminho. Se você procura detalhes sobre o próprio exame – estrutura, seções, estratégias – leia nosso guia completo do exame SAT. Aqui, vamos nos concentrar em uma única pergunta: Vale a pena fazer o SAT?

SAT – Fatos Essenciais em Resumo

🎓
500+
Universidades na Europa
aceitam SAT
🎯
1350–1450
Pontuação de Brasileiros
após preparação
💰
$107
Custo do exame
($64 + $43 taxa int'l)
📅
3–6 meses
Tempo de preparação
para a maioria dos estudantes
2h 14min
Duração do
exame
📈
5 anos
Validade
dos resultados do SAT

Fonte: College Board, dados 2025/2026

Quando o SAT definitivamente vale a pena

Não vou dizer que o SAT é para todos, porque não é verdade. Mas há situações em que fazer este exame é uma das melhores decisões educacionais que você pode tomar. Aqui estão cinco cenários em que o SAT simplesmente faz sentido.

1. Você está se candidatando para os EUA

Este é o caso mais óbvio. Se você sonha em estudar nos Estados Unidos – não há alternativa. O SAT é praticamente obrigatório para universidades de ponta. O MIT restabeleceu a exigência do SAT em 2022. Harvard, Yale, Princeton, Dartmouth, Brown e Columbia voltaram a exigir as pontuações do SAT a partir do ciclo de admissão de 2024–2025. A Georgetown University nunca o abandonou. Caltech, Johns Hopkins e muitos outros players do top 30 seguiram o mesmo caminho.

E quanto às universidades “test-optional”? Tecnicamente sim – centenas de universidades não exigem o SAT. Mas os dados falam por si. Em universidades test-optional, os candidatos que enviaram as pontuações do SAT tiveram uma taxa de aceitação 2–5 vezes mais alta do que aqueles que não enviaram. Test-optional não é o mesmo que test-blind (onde a universidade não olha para as pontuações de forma alguma). É mais como “envie, se tiver uma boa pontuação”. A falta de uma pontuação na sua inscrição é um sinal para a comissão de admissão de que sua pontuação não foi boa o suficiente para ser mostrada.

Vamos pegar um exemplo concreto: no ciclo de 2024–2025 em Harvard, a taxa de aceitação foi de 3,6%. Entre os candidatos que enviaram as pontuações do SAT, a taxa foi mais próxima de 5–6%. Entre aqueles que não enviaram – abaixo de 2%. Esta não é uma diferença sutil. É um abismo. O Reitor de Admissões de Yale disse claramente: “os resultados dos testes nos ajudam a identificar estudantes talentosos de escolas e países menos conhecidos”. Como estudante brasileiro, você é exatamente esse tipo de candidato – sua escola e seu sistema educacional são desconhecidos para as comissões americanas, e o SAT dá a eles um ponto de referência.

Se você almeja estudar nos EUA de graça ou quer uma bolsa de estudo para uma universidade americana, o SAT é o seu bilhete de entrada. Não é uma imaginação, não é uma opção – é uma necessidade.

2. Você almeja universidades europeias de ponta

O SAT não é apenas um exame americano. Centenas de universidades na Europa o aceitam como critério de admissão, e algumas o exigem. A Bocconi na Itália (top 10 na Europa em negócios e economia) exige o SAT com uma pontuação mínima de 1300 para a maioria dos programas. A IE University em Madri – exigido. A Stockholm School of Economics (SSE) – aceito e dá uma vantagem. Trinity College Dublin, University of St Andrews, King’s College London – SAT como alternativa aos A-levels. A lista completa de universidades europeias pode ser encontrada em nosso guia de universidades na Europa que aceitam o SAT.

Para o estudante brasileiro, esta é uma enorme oportunidade. Em vez de fazer os A-levels (que não são oferecidos no ensino médio brasileiro) ou o IB (o que exige dois anos em um programa especial), você faz um único exame com duração de 2 horas e 14 minutos – e abre as portas para universidades em vários países simultaneamente.

3. Sua nota do ensino médio é mediana, mas você tem potencial

Sua média no diploma de Ensino Médio é de 70–80% nas disciplinas mais avançadas? Sólida no contexto brasileiro, mas insuficiente para se destacar em uma admissão internacional. Aqui, o SAT entra em cena como sua “segunda chance” – uma prova independente de que você é capaz de mais do que sua nota do ensino médio mostra. Uma pontuação de 1400+ no SAT (o que é realista para um estudante brasileiro após 4–6 meses de preparação) diz às universidades: “este candidato se sai bem no nível dos 5% melhores globalmente”. Sua nota do ensino médio não mostrará isso, porque as comissões de admissão nos EUA, Reino Unido ou Itália não conhecem a escala do diploma de Ensino Médio brasileiro e não têm contexto para interpretá-la.

Pense nisso da seguinte forma: sua nota do ensino médio é uma moeda local, e o SAT é o dólar. Você pode ter 500 reais excelentes, mas se um banco americano não sabe quanto vale o real – você prefere mostrar a ele também dólares. O SAT é sua “moeda acadêmica” universal, que fala uma linguagem compreensível para qualquer comissão de admissão no mundo. E se suas notas do ensino médio não refletem seu verdadeiro potencial (porque você teve um dia ruim, porque o exame é único, porque o sistema não o(a) favorece) – o SAT lhe dá a chance de corrigir isso. E várias vezes – você pode fazer o SAT várias vezes, e as universidades verão apenas sua melhor pontuação.

4. Você quer bolsas de estudo

Muitas universidades – tanto nos EUA quanto na Europa – concedem bolsas por mérito (por conquistas) com base nos resultados do SAT. Em universidades públicas americanas, um SAT 1400+ frequentemente significa uma bolsa automática cobrindo a diferença entre as mensalidades de residentes e não residentes (economia de $20.000–$40.000 anuais). University of Alabama, Arizona State, University of Kentucky – essas universidades têm limites claros de SAT, após os quais você recebe uma bolsa sem inscrição adicional. Na Europa, a Bocconi oferece bolsas de 50% a 100% da mensalidade, e a pontuação do SAT é um dos principais critérios.

5. Você considera vários países ao mesmo tempo

Ainda não sabe se quer estudar nos EUA, Reino Unido, Holanda, Itália ou Escandinávia? Isso é completamente normal – no segundo ano do ensino médio, poucos têm uma visão clara. O SAT é um único exame que abre portas em todas essas direções simultaneamente. Em vez de se preparar separadamente para o UCAS, para a candidatura holandesa, para a italiana – você faz o SAT e tem uma pontuação universal aceita na Holanda, no Reino Unido, na Irlanda, na Itália, na Espanha e na Escandinávia.

Essa flexibilidade é extremamente valiosa no processo de candidatura. Você pode enviar candidaturas para o MIT, Bocconi e Trinity College Dublin, usando a mesma pontuação do SAT. Somente quando receber as respostas, você toma a decisão final. Um exame, muitas opções – difícil encontrar uma melhor relação custo-benefício.

Onde o SAT abre portas?

🇺🇸 EUA
Harvard, MIT, Stanford, Princeton, Yale, Columbia + 4000 universidades
Obrigatório (universidades de ponta)
🇬🇧 Reino Unido
Cambridge, Oxford, St Andrews, King's College London, UCL
Aceito
🇮🇹 Itália
Bocconi, Politecnico di Milano, Sapienza, Bologna
Obrigatório (Bocconi)
🇪🇸 Espanha
IE University, ESADE, Universidad Carlos III
Obrigatório (IE)
🇳🇱 Holanda
University of Amsterdam, Leiden, TU Delft, Erasmus Rotterdam
Dá vantagem
🇮🇪 Irlanda
Trinity College Dublin, University College Dublin, NUI Galway
Aceito
🇸🇪 Escandinávia
SSE Stockholm, Copenhagen Business School, Aalto University
Dá vantagem
🇩🇰 Dinamarca
University of Copenhagen, Aarhus University, DTU
Aceito
Obrigatório SAT exigido na admissão
Aceito SAT aceito como critério
Dá vantagem SAT fortalece a candidatura

Quando o SAT NÃO faz sentido

Honestamente – o SAT não é para todos. Aqui estão as situações em que este exame será uma perda de tempo e dinheiro.

1. Você se candidata exclusivamente a universidades brasileiras. Nenhuma universidade brasileira exige ou aceita o SAT no processo de admissão. Se seu plano é USP, Unicamp, UFRJ ou FGV – o SAT não lhe trará nenhum benefício. Concentre-se no seu diploma de Ensino Médio, pois ele decide a admissão no sistema brasileiro. Mesmo a pontuação mais alta no SAT não o(a) ajudará a entrar em um curso de medicina em uma universidade brasileira.

2. Seu inglês está abaixo do B2. A seção de Leitura e Escrita do SAT exige um nível real de C1 – você lê textos acadêmicos dos séculos XIX e XX, analisa a retórica, compreende nuances estilísticas e estruturais. Não é um teste de gramática – é um teste de pensamento analítico em inglês. Se você tem dificuldade em assistir filmes em inglês sem legendas ou em ler artigos no The Economist, o SAT não é sua prioridade no momento. Primeiro, melhore seu inglês para o nível B2+, e depois volte ao assunto do SAT. Isso não significa “nunca” – significa “ainda não”. Muitos estudantes passam um ano estudando inglês intensivamente e depois fazem o SAT com um resultado muito melhor.

3. Você tem menos de 3 meses para a candidatura e zero preparação. O SAT exige estratégia, não apenas conhecimento. Uma preparação apressada resulta em pontuações baixas. Se o prazo final para a candidatura é em 8 semanas, e você não sabe o que é um módulo adaptativo e não resolveu nenhum simulado – não jogue $107 em um exame que não se fará sozinho. É melhor enviar uma candidatura forte sem o SAT do que uma candidatura fraca com um SAT ruim. Uma pontuação de 1100 não o(a) ajudará em nenhuma universidade para a qual valha a pena se candidatar – e é exatamente isso que você arrisca ao fazer o exame sem preparação.

4. Você almeja exclusivamente Alemanha ou França. Esses países têm seus próprios sistemas de admissão e raramente aceitam o SAT. As universidades alemãs baseiam-se no Abitur ou seus equivalentes (para brasileiros – diploma de Ensino Médio + possivelmente Studienkolleg). As grandes écoles francesas têm seus próprios concours. Exceções existem (por exemplo, a TU Munich aceita o SAT para alguns programas em inglês, e a ESSEC e HEC Paris consideram o SAT em programas de bacharelado), mas são exceções, não a regra. Se seu objetivo é engenharia na Alemanha ou ciências políticas na França – sua energia será melhor empregada no TestAS ou DELF/DALF.

5. Você tem um diploma de Ensino Médio perfeito, um perfil extracurricular forte e não almeja os EUA. Se sua média no diploma de Ensino Médio é 95%+, você tem atividades extracurriculares impressionantes (olimpíadas, projetos de pesquisa, voluntariado) e você se candidata a universidades europeias que aceitam o diploma de Ensino Médio brasileiro – o SAT é um “nice-to-have”, não um “must-have”. Pode lhe dar uma mínima vantagem adicional, mas vale a pena dedicar 3–6 meses a isso, tempo que você poderia usar para aprimorar seus ensaios de candidatura? Provavelmente não. Invista esse tempo em cartas de recomendação, personal statement ou na construção de um portfólio.

SAT vs. Outras Opções – IB, AP, Diploma de Ensino Médio

Uma das dúvidas mais comuns: “se já existe o IB, AP e o diploma de Ensino Médio brasileiro – por que eu precisaria do SAT?”. A boa notícia – não é uma questão de “ou isso, ou aquilo”. Esses caminhos se complementam, não se excluem. Mas vale a pena entender as diferenças.

SAT vs. IB (International Baccalaureate)

O IB é um programa de estudos de dois anos (2º e 3º ano do ensino médio em uma escola IB), abrangendo 6 disciplinas, Extended Essay, Theory of Knowledge e CAS. É um diploma completo – equivalente ao ensino médio, mas internacional. O SAT é um único exame com duração de 2 horas e 14 minutos, que testa matemática e compreensão de leitura em inglês. A escala de compromisso é incomparável: o IB exige dois anos de trabalho intensivo, o SAT – alguns meses de preparação ao lado das atividades normais.

Mas atenção: é possível ter ambos. Muitos estudantes IB também fazem o SAT, porque algumas universidades (especialmente nos EUA) querem ambos os resultados. O diploma IB diz: “este estudante passou por um programa rigoroso de dois anos”. O SAT diz: “este estudante é capaz de resolver problemas sob pressão de tempo em um teste padronizado”. São duas informações diferentes e ambas têm valor. Se você está em um programa IB e almeja a Ivy League, o SAT é praticamente obrigatório como complemento ao seu diploma. Se você não está em um programa IB (e a maioria dos estudantes brasileiros do ensino médio não está) – o SAT pode ser seu caminho alternativo para essas mesmas universidades.

SAT vs. AP (Advanced Placement)

AP são exames de disciplinas específicas (AP Calculus, AP Physics, AP Literature, AP Chemistry e muitas outras) – mais aprofundados, especializados, avaliados em uma escala de 1 a 5. O SAT é mais amplo – mede habilidades analíticas gerais e não se aprofunda em nenhuma disciplina específica além de matemática e inglês. Muitas universidades de ponta nos EUA querem o SAT mais AP de disciplinas selecionadas – SAT como pontuação de base, AP como prova de profundidade. O AP mostra que você é capaz de pensar em nível universitário em uma área específica, o SAT – que você tem uma prontidão geral para o ensino superior.

Para o estudante brasileiro, o AP pode ser mais difícil de preparar do que o SAT, porque exige conhecimento do currículo americano (por exemplo, o AP US History é praticamente impossível sem um contexto específico). Por outro lado, o AP Calculus BC ou AP Physics C são frequentemente mais fáceis para estudantes brasileiros com um bom histórico em matemática e física, pois nosso programa de matemática e física é muitas vezes mais avançado do que o americano. O SAT baseia-se em habilidades que você desenvolve independentemente do sistema educacional, o que o torna mais acessível para um candidato internacional. Mais sobre as diferenças entre esses exames você pode ler em nossa comparação SAT vs. ACT.

SAT vs. Diploma de Ensino Médio brasileiro (com foco em disciplinas avançadas)

O diploma de Ensino Médio brasileiro (com foco em disciplinas avançadas) é reconhecido por muitas universidades na Europa (especialmente na Holanda, Reino Unido, Escandinávia e Alemanha) como equivalente aos A-levels ou Abitur. O problema surge quando você se candidata aos EUA – as universidades americanas não conhecem o diploma de Ensino Médio brasileiro e não têm contexto para ele. Mesmo que sua matemática avançada seja 95%, a comissão do MIT não sabe o que isso significa em escala global. O SAT lhes dá um ponto de referência comparável – uma pontuação que eles podem comparar com qualquer outro candidato no mundo.

Resumo: O SAT não substitui o diploma de Ensino Médio, IB ou AP. É uma ferramenta adicional em seu arsenal de candidatura. Se você leva a sério os estudos no exterior, a combinação do diploma de Ensino Médio brasileiro + SAT é a maneira mais simples e econômica de se destacar.

SAT vs. IB vs. AP vs. Diploma de Ensino Médio – Comparação

Exame Tempo de Preparação Custo EUA Europa Para quem
SAT 3–6 meses $107 + materiais Obrigatório / essencial Aceito por 500+ universidades Estudante que almeja EUA ou Europa de ponta
IB Diploma 2 anos (programa completo) 0 BRL (escola pública) – 60.000+ BRL/ano (privada) Altamente valorizado Amplamente aceito Estudante em ensino médio IB, pronto para um compromisso de 2 anos
AP 6–12 meses / disciplina $98 / exame + $53 taxa int'l Altamente valorizado (como complemento) Aceito seletivamente Estudante que deseja demonstrar profundidade em uma disciplina específica
Diploma de Ensino Médio brasileiro (com foco em disciplinas avançadas) 2 anos de preparação no Ensino Médio 0 BRL (exame gratuito) Aceito, mas sem contexto Aceito (Reino Unido, Holanda, Alemanha, Escandinávia) Todo estudante brasileiro do Ensino Médio

Custo do SAT e AP: taxa do College Board + sobretaxa internacional (dados de 2025/2026)

Perspectiva dos pais – o que os pais perguntam

Se você é pai/mãe e está lendo este artigo – aqui estão as respostas para as perguntas que provavelmente estão em sua mente. Você não precisa ser um(a) especialista no sistema educacional americano. Você só precisa saber do que se trata para ajudar seu filho(a) a tomar uma boa decisão.

”Quanto isso vai custar?”

Vamos detalhar isso. O exame SAT em si custa $107 (cerca de 550 BRL) – é a taxa de inscrição de $64 mais uma taxa internacional de $43. Materiais de preparação: de 0 BRL (Khan Academy, aplicativo oficial Bluebook, testes diagnósticos gratuitos em okiro.io) a 500–2000 BRL (livros didáticos, curso online). Aulas particulares são uma categoria à parte – 100–300 BRL/h no Brasil, mas não são essenciais.

Vamos comparar isso com os custos de estudar no exterior. Um semestre em uma universidade americana custa $30.000–$45.000. Um ano na Bocconi custa cerca de €14.000. O SAT custa uma fração dessas quantias. Se a pontuação do SAT ajudar seu filho(a) a conseguir uma bolsa de estudo no valor de $20.000–$80.000 anuais – o retorno desse investimento é astronômico. Não é uma despesa. É um investimento com um dos melhores ROIs possíveis em educação.

”Não é muito estresse?”

Compreendo essa pergunta. Seu filho(a) já tem o diploma de Ensino Médio, exames escolares, aulas particulares, talvez olimpíadas. Mais um exame soa como uma receita para o esgotamento. Mas o SAT não é o ENEM. Dura 2 horas e 14 minutos (o ENEM, por exemplo, dura dois dias, com provas de 5h30 e 5h). O SAT é um teste, em um único dia, com um único resultado. E pode-se fazer várias vezes – o College Board oferece 7 datas por ano no Brasil. Se a primeira pontuação não satisfaz, você tenta novamente. As universidades veem apenas a pontuação que você envia (o chamado Score Choice), então uma tentativa com pontuação mais baixa simplesmente desaparece.

”Meu filho(a) vai conseguir?”

Se seu filho(a) tem inglês no nível B2+ e está no 2º ou 3º ano do ensino médio – sim, vai conseguir. Estudantes brasileiros têm uma enorme vantagem na seção de matemática do SAT. O conteúdo do SAT Math corresponde aproximadamente ao nível de matemática avançada do 1º ano do ensino médio brasileiro – álgebra, equações quadráticas, funções, geometria analítica, trigonometria básica. Estudantes brasileiros que se dedicam à matemática avançada regularmente obtêm 700–800 dos 800 pontos possíveis em Matemática. Para comparação – um estudante americano que não escolheu AP Calculus pode nunca ver metade desse conteúdo na escola.

O problema é que o SAT formata as perguntas de forma diferente dos livros didáticos brasileiros. Em vez de “calcule x”, você recebe um cenário com dados, um gráfico e uma pergunta que exige primeiro a compreensão do contexto (em inglês), e só depois a realização dos cálculos. Não é uma questão de conhecimento matemático – é uma questão de estratégia e familiaridade com o formato. E a seção de Leitura e Escrita é um território completamente novo – as aulas de inglês da escola não o(a) ajudarão aqui.

”Como posso ajudar?”

O mais valioso que você pode fazer como pai/mãe é criar as condições em que seu filho(a) possa estudar de forma eficaz. Você não precisa entender o que é um módulo adaptativo ou como funciona o superscoring – essa não é sua função. Sua função é o apoio logístico e emocional. Especificamente:

  • Garanta um ambiente tranquilo para estudar – o SAT exige 1–2 horas diárias por 3–6 meses. Não adicione uma lista de tarefas domésticas extras durante o período de preparação.
  • Invista em materiais – bons livros didáticos (Erica Meltzer para R&W, College Panda para Math) custam cerca de 200–400 BRL, e fazem uma diferença real em comparação com apenas recursos gratuitos.
  • Dê tempo – não espere resultados em 2 semanas. A preparação para o SAT é uma maratona, não um sprint. O maior progresso aparece entre a 8ª e a 12ª semana de estudo.
  • Seja um apoio, não um auditor – pergunte “como está indo?”, não “quando você finalmente vai passar?”. O estresse por parte dos pais é uma das principais razões pelas quais os estudantes desistem da preparação no meio do caminho.

Um teste diagnóstico gratuito em okiro.io mostrará a ambos onde vocês estão – sem compromisso. Seu filho(a) verificará sua pontuação de base, e você verá um número concreto a partir do qual um plano pode ser construído. Se preferir uma experiência mais completa, resolva nosso teste SAT de exemplo com perguntas oficiais do College Board.

Perguntas Frequentes dos Pais sobre o SAT

💰 Quanto custa no total?
$107 pelo exame (cerca de 550 BRL) + 0–2000 BRL em materiais. Total de 550–2550 BRL. Compare com o custo de um ano de estudos no exterior ($20.000–$60.000).
😬 Não é muito estresse?
O SAT dura 2h 14min – mais curto que um dia de ENEM. Pode-se fazer várias vezes, e as universidades veem apenas a pontuação escolhida.
💪 Meu filho(a) vai conseguir?
Sim, se tiver inglês B2+ e estiver no 2º ou 3º ano do ensino médio. Brasileiros se saem muito bem em Matemática – o conteúdo se alinha com o programa do ensino médio brasileiro.
🤝 Como posso ajudar?
Garanta um ambiente tranquilo para estudar, invista em materiais (200–400 BRL), dê 3–6 meses de tempo e seja um apoio emocional.

Quais resultados os estudantes brasileiros alcançam?

Esta é uma das perguntas mais frequentes – e uma das mais difíceis, pois o College Board não publica dados por país. Mas com base em dados de plataformas de preparação, fóruns de estudantes brasileiros no exterior, relatórios de tutores e resultados de alunos com quem trabalhamos, um quadro bastante claro emerge.

Sem preparação (pontuação de base)

Um estudante brasileiro do 3º ano do ensino médio, que faz o SAT sem nenhuma preparação, tipicamente obtém:

  • Matemática: 580–620 de 800 – o programa de matemática brasileiro oferece bases sólidas, mas o SAT tem um formato de perguntas específico e armadilhas que precisam ser conhecidas.
  • Leitura e Escrita: 450–520 de 800 – aqui o inglês em nível escolar não é suficiente; o SAT R&W exige análise de textos acadêmicos de ciências sociais, naturais e humanas.
  • Total: 1050–1170 – acima da média global (cerca de 1060), mas abaixo do limite para boas universidades.

Um brasileiro com bom histórico em matemática começa o SAT Math com uma enorme vantagem. Álgebra, equações quadráticas, funções, geometria analítica, trigonometria básica – esse conteúdo você conhece do 1º-2º ano do ensino médio. As perguntas mais avançadas do SAT Math correspondem aproximadamente ao que um estudante brasileiro aborda em um curso avançado no meio do 2º ano. Para comparação – um estudante americano que não escolheu AP Calculus pode nunca ver metade desse conteúdo na escola.

O problema é que o SAT formata as perguntas de forma diferente dos livros didáticos brasileiros. Em vez de “calcule x”, você recebe um cenário com dados, um gráfico e uma pergunta que exige primeiro a compreensão do contexto (em inglês), e só depois a realização dos cálculos. Não é uma questão de conhecimento matemático – é uma questão de estratégia e familiaridade com o formato. E a seção de Leitura e Escrita é um território completamente novo – as aulas de inglês da escola não o(a) ajudarão aqui.

Após 3 meses de preparação sólida

Com estudo regular (1–2 horas diárias, 5–6 dias por semana) com bons materiais:

  • Matemática: 680–750 – um salto de 80–150 pontos, principalmente por aprender o formato e as armadilhas típicas.
  • Leitura e Escrita: 600–700 – esta é a seção onde se observa o maior progresso, pois vem com a prática.
  • Total: 1280–1400 – uma pontuação que abre portas para muitas universidades muito boas nos EUA e na Europa.

Após 6 meses com plataforma ou tutor

Com uma abordagem séria e sistemática (plataforma adaptativa, trabalho com tutor, simulados completos regulares):

  • Matemática: 720–790 – próximo ao máximo; estudantes brasileiros regularmente almejam 750+, e os melhores chegam a 800.
  • Leitura e Escrita: 650–730 – aqui é preciso tempo para construir um “instinto” para o inglês acadêmico, mas após 6 meses de prática intensiva, o progresso é significativo.
  • Total: 1370–1500 – uma pontuação que o(a) qualifica para as universidades mais seletivas do mundo.

Há também os melhores desempenhos, que alcançam 1500+. Isso é raro (cerca de 1–2% dos que fazem o exame globalmente), mas alcançável para um estudante brasileiro com matemática forte, inglês em nível C1+ e 6+ meses de preparação sistemática. Todos os anos, dezenas de brasileiros ultrapassam a marca de 1500 – é pouco em comparação com a população, mas prova que essa pontuação está ao alcance, se você levar o assunto a sério.

Contexto global

Para que esses números façam sentido, você precisa de pontos de referência:

  • Média global 2025: cerca de 1060
  • Mediana de aceitos na Ivy League: 1510–1560
  • Bocconi (mínimo): 1300 (recomendado 1400+)
  • Universidades europeias de ponta: 1300–1450 é uma zona segura (detalhes em nosso artigo sobre pontuações SAT para estudar na Europa)
  • Uma pontuação de 1400+ o(a) coloca no top 5% de todos os que fazem o exame globalmente.

Em okiro.io você pode verificar sua pontuação de base em cerca de 30 minutos – sem pagar, sem se registrar para o exame oficial. É a maneira mais rápida de ver onde você está e quanto trabalho tem pela frente. Se preferir uma experiência mais completa, resolva nosso teste SAT de exemplo com perguntas oficiais do College Board.

Progressão das pontuações SAT de estudantes brasileiros

Pontuação de Base (sem preparação)
Matemática
580–620
Leitura e Escrita
450–520
Total: 1050–1170
Após 3 meses de preparação
Matemática
680–750
Leitura e Escrita
600–700
Total: 1280–1400
Após 6 meses com plataforma/tutor
Matemática
720–790
Leitura e Escrita
650–730
Total: 1370–1500
1060 – média global
1400+ – top 5% globalmente
1510–1560 – mediana Ivy League

Quanto custa a preparação para o SAT?

Os custos de preparação são uma das primeiras perguntas que tanto estudantes quanto pais fazem. Boas notícias: o SAT não precisa ser caro. Más notícias: uma preparação premium pode custar tanto quanto um carro usado. Aqui está uma distribuição realista em três variantes.

Opção econômica (0–500 BRL)

Este é o caminho para estudantes disciplinados que conseguem estudar de forma independente:

  • Exame SAT: $107 (cerca de 550 BRL) – este é o único custo obrigatório.
  • Khan Academy: gratuito – parceiro oficial do College Board, curso completo do SAT com exercícios adaptativos.
  • Bluebook (aplicativo oficial): gratuito – 8 simulados completos do College Board.
  • okiro.io (nível gratuito): gratuito – teste diagnóstico e materiais básicos de preparação em okiro.io.

Custo total: cerca de 550 BRL. Parece inacreditável, mas é verdade – o College Board disponibiliza materiais gratuitos suficientes para alcançar uma boa pontuação. Isso exige, no entanto, autodisciplina e a capacidade de planejar os estudos de forma independente.

Opção padrão (500–2000 BRL)

Este é o caminho mais popular – combina recursos gratuitos com os melhores materiais pagos:

  • Exame SAT: $107 (cerca de 550 BRL)
  • Livros didáticos: “The Critical Reader” (Erica Meltzer) + “College Panda SAT Math” = cerca de 200–300 BRL
  • Plataforma online (okiro.io premium ou outras): cerca de 200–500 BRL por 3–6 meses
  • Eventual segunda tentativa do exame: $107 (cerca de 550 BRL)

Custo total: 800–1700 BRL. Este é o ponto ideal – o suficiente para ter acesso aos melhores materiais, mas sem pagar demais por aulas particulares.

Opção premium (2000–8000 BRL)

Para estudantes que desejam suporte máximo ou almejam 1500+:

  • Exame SAT (2–3 tentativas): $214–$321 (cerca de 1100–1650 BRL)
  • Livros didáticos + plataforma: cerca de 500–800 BRL
  • Tutor individual: 150–300 BRL/h × 20–40h = 3000–12.000 BRL
  • Alternativa: curso em grupo em São Paulo/online: 3000–8000 BRL

Custo total: 2000–8000 BRL (com tutor, potencialmente mais). Isso faz sentido se você almeja a Ivy League, onde a diferença entre 1450 e 1520 pode decidir a admissão. Para estudantes que almejam universidades europeias com um limite de 1300+ – a opção padrão é suficiente.

ROI – Retorno sobre o Investimento

A variante mais cara custa 8000 BRL. Uma bolsa por mérito em uma universidade americana é de $20.000–$80.000 anuais por 4 anos de estudo. Uma bolsa na Bocconi é de €6.000–€14.000 anuais. Mesmo que você gaste 8000 BRL na preparação, isso é menos de 1% do valor da bolsa que você pode conseguir graças ao SAT. É difícil encontrar uma melhor relação entre investimento e potencial ganho na educação.

Vamos colocar isso em uma perspectiva ainda mais nítida. Digamos que você gaste 2000 BRL na opção padrão e, graças a uma pontuação de 1400+, consiga uma bolsa por mérito na University of Alabama cobrindo a diferença da mensalidade ($25.000/ano × 4 anos = $100.000). Seu retorno sobre o investimento é de mais de 20.000%. Mesmo que o SAT não garanta uma bolsa (pois muitos fatores influenciam isso), o simples fato de abrir as portas para se candidatar a universidades que oferecem tais quantias torna este exame um dos “investimentos” mais baratos e lucrativos em toda a sua carreira educacional. Compare isso com o custo de aulas particulares de matemática (100–200 BRL/h por 2 anos) ou um curso IB (20.000–60.000 BRL/ano em uma escola particular) – o SAT ganha na relação preço-oportunidade.

Quanto custa a preparação para o SAT?

Econômica
~550 BRL no total
  • Exame SAT ($107)
  • Khan Academy (gratuito)
  • Bluebook – 8 simulados (gratuito)
  • okiro.io – nível gratuito
Premium
2000–8000+ BRL no total
  • Exame SAT (2–3 tentativas)
  • Livros didáticos + plataforma
  • Tutor individual (20–40h)
  • Curso em grupo (opcional)

Preços estimados para o mercado brasileiro, 2025/2026. Taxa de câmbio USD/BRL adotada: ~5,15.

Como começar – 5 passos

Se você leu até aqui e sua resposta à pergunta “Vale a pena fazer o SAT?” é “sim” – aqui está um plano de ação concreto. Muitos estudantes cometem o erro de começar a resolver exercícios sem um plano. É como treinar para uma maratona sem um cronograma de treino – você corre, sua, mas não fará progresso ideal. Você não precisa fazer tudo ao mesmo tempo – passo a passo, em ordem lógica.

Passo 1: Faça um teste diagnóstico. Antes de planejar qualquer coisa, você precisa saber onde está. Acesse okiro.io e faça um teste diagnóstico gratuito. Levará cerca de 30 minutos e mostrará sua pontuação aproximada nas seções de Matemática e Leitura e Escrita. Este é o seu ponto de partida – sem ele, você não sabe se precisa de 3 ou 6 meses, se deve focar em matemática ou leitura, e qual pontuação é realista para você. Trate isso como uma visita ao médico antes de iniciar uma dieta – primeiro o diagnóstico, depois o tratamento.

Passo 2: Leia nosso guia completo do SAT. Antes de começar a resolver exercícios, você precisa entender a estrutura do exame – as seções, o tempo, o sistema adaptativo, o formato das perguntas, o método de pontuação. O SAT tem suas “regras do jogo” específicas e estudar sem conhecê-las é como jogar xadrez sem saber as regras. Tudo o que você precisa saber está no guia do exame SAT.

Passo 3: Decida a data do exame. O SAT ocorre 7 vezes por ano – em março, maio, junho, agosto, outubro, novembro e dezembro. O plano ideal é fazer o SAT em março ou maio do 3º ano do ensino médio (se você se candidatar no outono do mesmo ano) – isso lhe dá tempo para uma possível segunda tentativa em agosto ou outubro. Se você está no 2º ano, tem ainda mais flexibilidade – você pode fazer na primavera do 2º ano e repetir no outono do 3º ano. Verifique as datas exatas em nosso calendário SAT 2026/2027.

Passo 4: Planeje sua preparação. Você tem 3 meses? 6 meses? Um ano? A intensidade dos estudos e a escolha dos materiais dependem disso. Com 3 meses – 1,5–2 horas diárias, foco nos pontos fracos. Com 6 meses – 1 hora diária, ritmo mais tranquilo com ênfase na consistência. Um plano detalhado (semana a semana) pode ser encontrado em nosso plano de preparação de 12 semanas para o SAT.

Passo 5: Registre-se para o exame. O registro é feito através do site do College Board (collegeboard.org). Você precisará de uma conta, passaporte e cartão de crédito (Visa/Mastercard). Todo o processo leva cerca de 15 minutos, mas se você nunca fez isso, siga nossa instrução de registro passo a passo – mostraremos cada tela, cada formulário e cada campo. Registre-se no mínimo 4–5 semanas antes do exame para garantir que você consiga um lugar em um centro de testes em sua cidade (no Brasil, o SAT ocorre em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e algumas outras cidades).

Perguntas Frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o SAT

O SAT é obrigatório para estudar no exterior?
Nem sempre, mas em muitos casos é de fato obrigatório. Nos EUA, universidades de ponta (MIT, Harvard, Princeton, Yale) restabeleceram a exigência do SAT a partir de 2024–2025. Na Europa, Bocconi e IE University exigem o SAT. A maioria das universidades no Reino Unido, Holanda e Escandinávia aceita o SAT como alternativa aos A-levels ou IB. Se você planeja estudar exclusivamente no Brasil – o SAT não é necessário.
Qual a melhor idade para fazer o SAT?
O ideal é no 2º ou 3º ano do ensino médio, ou seja, entre 17 e 18 anos. No 2º ano, você ainda tem tempo para uma eventual repetição do exame, e sua matemática e inglês já estão em um nível suficiente. É possível fazer o SAT antes (mesmo no 1º ano do ensino médio), mas as pontuações provavelmente serão mais baixas, pois você ainda não terá abordado todo o conteúdo.
O SAT é mais difícil que o diploma de Ensino Médio brasileiro?
É como comparar maçãs com laranjas. A matemática do SAT é mais fácil do que a matemática avançada do ensino médio brasileiro – o conteúdo corresponde aproximadamente ao 1º-2º ano do ensino médio. Mas a seção de Leitura e Escrita é difícil para brasileiros, pois exige fluência em inglês em nível C1+. No geral: o SAT é diferente, não mais difícil. Exige estratégias específicas e conhecimento do formato, não um conhecimento mais profundo.
Quantas vezes posso fazer o SAT?
Não há limite oficial – você pode fazer quantas vezes quiser. O College Board oferece 7 datas por ano. Na prática, a maioria dos estudantes faz 2–3 vezes. Cada tentativa custa $107 (cerca de 550 BRL). Importante: graças ao Score Choice, você pode escolher quais pontuações enviar às universidades.
As universidades veem todas as minhas pontuações do SAT?
Por padrão, não. O College Board oferece o Score Choice – você decide quais pontuações enviar. Há exceções: Georgetown University e algumas outras universidades exigem o envio de todas as pontuações (política de 'all scores'), mas esta é uma pequena minoria. A maioria das universidades aceita o Score Choice e considera apenas a melhor pontuação.
O SAT substitui o TOEFL/IELTS?
Na maioria dos casos, não. SAT e TOEFL/IELTS medem coisas diferentes. O SAT é um teste de habilidades acadêmicas, o TOEFL/IELTS é um teste de proficiência linguística. A maioria das universidades exige ambos. Mas há exceções – por exemplo, a Bocconi aceita a seção de Leitura e Escrita do SAT como prova de proficiência linguística (exige um mínimo de 600 em R&W). Sempre verifique os requisitos da universidade específica.
Vale a pena fazer o SAT se eu tiver IB?
Sim, se você almeja os EUA. As universidades americanas de ponta querem tanto o IB quanto o SAT – o IB é seu diploma, o SAT é um teste comparativo padronizado. Na Europa, o diploma IB por si só geralmente é suficiente, mas o SAT pode dar uma vantagem adicional (por exemplo, para bolsas na Bocconi). Ter ambas as pontuações é a posição de negociação mais forte.
Por quanto tempo as pontuações do SAT são válidas?
As pontuações do SAT são válidas por 5 anos a partir da data do exame. Se você fizer o SAT em março de 2026, os resultados serão válidos até março de 2031. Na prática, a maioria dos estudantes usa as pontuações dentro de 1–2 anos após a realização. Se você planeja um ano sabático, suas pontuações ainda serão válidas.

Resumo – Vale a pena fazer o SAT?

Voltemos à pergunta do título. Vale a pena fazer o SAT?

A resposta depende de quem você é e para onde você está indo. Vamos resumir claramente:

Se você planeja estudar nos EUA – sim, definitivamente. Sem as pontuações do SAT, sua candidatura para a maioria das universidades de ponta será incompleta. Mesmo onde o SAT é “opcional”, candidatos com boas pontuações têm chances mensuravelmente maiores. MIT, Harvard, Princeton, Yale – essas universidades restabeleceram a exigência do SAT porque acreditam que os resultados dos testes fornecem informações importantes sobre os candidatos. Como estudante brasileiro de uma escola desconhecida para eles, o SAT é sua ferramenta mais poderosa para provar que você joga na mesma liga que os candidatos de Phillips Exeter ou Eton.

Se você almeja universidades europeias de prestígio – Bocconi, IE, SSE, Trinity College Dublin, St Andrews – sim. O SAT abre portas que o diploma de Ensino Médio brasileiro por si só não abrirá. E muitas vezes as abre com o bônus de uma bolsa de estudo.

Se você considera estudar no exterior, mas ainda não sabe onde – sim. O SAT é uma chave universal aceita nos EUA, Reino Unido, Holanda, Itália, Espanha, Irlanda e Escandinávia. Um exame, uma pontuação, muitas possibilidades. É difícil encontrar uma melhor relação entre esforço e flexibilidade.

Se estudar no exterior não é uma opção ou você almeja exclusivamente Alemanha/França – não. O SAT não é para você e está tudo bem. Concentre sua energia no seu diploma de Ensino Médio e nos requisitos das universidades específicas para as quais você se candidata.

O SAT não é um exame ideal. Não mede criatividade, paixão, resiliência mental ou sabedoria de vida. Mas em um mundo onde as universidades recebem 50.000 candidaturas e precisam comparar candidatos de 100 sistemas educacionais diferentes – uma pontuação padronizada no SAT é uma das maneiras mais simples de dizer: “sou capaz de pensar analiticamente e estou pronto(a) para estudos em nível internacional”. Não é o único elemento da candidatura, mas é um elemento que você controla 100% – ao contrário da decisão da comissão, da aleatoriedade de uma entrevista ou da avaliação subjetiva de um ensaio.

Custo: $107 pelo exame + alguns meses de preparação. Ganho potencial: uma bolsa de estudo no valor de dezenas de milhares de dólares, um diploma de uma universidade reconhecida mundialmente e o início de uma carreira que você nem sonha agora. Este é aquele caso raro em que o investimento é pequeno, e o retorno potencial – enorme.

O primeiro passo? Faça um teste diagnóstico gratuito em okiro.io, verifique sua pontuação de base e decida se este caminho é para você. E depois – leia nosso guia completo do SAT e comece a se preparar. O tempo voa, os prazos não esperam, e a Ivy League não envia convites – é preciso lutar por eles.

Boa sorte. E lembre-se – um estudante brasileiro com um bom plano e determinação é capaz de alcançar no SAT uma pontuação que muitos americanos só podem sonhar. Sabemos disso, porque vemos isso todos os anos.

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