Você treinou durante meses, lendo passagens acadêmicas de 700 palavras sobre mitocôndrias, a revolução industrial e a migração de aves árticas. Fazia anotações na margem, sublinhava as teses dos autores, eliminava armadilhas em perguntas de “insert sentence” e “prose summary”. Estava pronto para o velho TOEFL Reading, e então a ETS virou a mesa de cabeça para baixo. O novo TOEFL 2026 não tem passagens de 700 palavras. Não tem perguntas de inserção de frases. Não tem resumos. Em compensação, tem algo que ninguém esperava: preencher as letras que faltam em palavras, ler cardápios de restaurante e e-mails de colegas de quarto.
Parece brincadeira? Não é — é a mudança mais radical na história do exame TOEFL. A seção TOEFL 2026 Reading é composta agora por três tipos de tarefa totalmente novos: Complete the Words (preencher as letras que faltam em palavras acadêmicas), Read in Daily Life (ler textos curtos e práticos do dia a dia) e Read an Academic Passage (ler uma passagem acadêmica, mas com 200 palavras, não 700). A seção inteira dura até 27 minutos e é adaptativa, o que significa que o nível de dificuldade muda conforme suas respostas. Neste guia, decompomos cada tipo de tarefa em seus elementos essenciais — com estratégias, exemplos e um plano de preparação pensado especialmente para candidatos brasileiros.
TOEFL 2026 Reading – fatos principais
Reading
(depende da adaptação)
(Módulo 1 → Módulo 2)
Fonte: ETS, TOEFL iBT Test Content and Format 2026
Complete the Words – o que é e como treinar?
Se há um ano alguém lhe dissesse que no exame TOEFL você teria de preencher as letras que faltam em palavras, você pensaria que era brincadeira ou um teste para crianças. Mas Complete the Words é uma das tarefas mais inovadoras do novo TOEFL 2026, e — sejamos honestos — é mais difícil do que parece à primeira vista.
Como isso funciona na prática? Você recebe um parágrafo acadêmico em que 10 palavras têm letras faltando. Não faltam palavras inteiras — faltam fragmentos. Você vê, por exemplo, “photo_____sis” e precisa digitar as letras que faltam para obter “photosynthesis”. Ou “hypo_____cal”, que dá “hypothetical”. Ou “infra_____ure” — “infrastructure”. A tarefa testa três coisas ao mesmo tempo: seu conhecimento de vocabulário acadêmico, a capacidade de escrever corretamente (spelling) e a habilidade de inferir a partir do contexto.
Por que a ETS acrescentou esse tipo de tarefa? Porque no mundo acadêmico real você precisa não só entender as palavras, mas também escrevê-las corretamente — em ensaios, anotações, um e-mail para o professor. Complete the Words simula a situação em que você encontra uma palavra parcialmente conhecida e precisa reconstruí-la com base no contexto e no seu conhecimento morfológico.
O que exatamente essa tarefa espera de você?
Cada conjunto de Complete the Words é um parágrafo acadêmico — tipicamente de 100 a 150 palavras, com exatamente 10 lacunas. As lacunas não são aleatórias: a ETS escolhe propositalmente palavras da Academic Word List (AWL) e do vocabulário científico de áreas específicas. Você não vai encontrar aqui palavras simples como “table” ou “happy” — vai encontrar “meth_____ogy” (methodology), “phen_____non” (phenomenon), “sust_____ble” (sustainable).
Curiosamente, nem sempre falta o mesmo fragmento da palavra. Às vezes falta a parte do meio (“con_____tion”, contribution? constitution? contradiction?), e o contexto da frase ajuda a decidir qual palavra encaixa. Às vezes falta a terminação (“signifi_____” — significance? significant? significantly?), e a forma gramatical da frase indica a resposta certa. É por isso que Complete the Words testa ao mesmo tempo vocabulário, gramática e compreensão de leitura.
Estratégias para candidatos brasileiros
Os candidatos brasileiros têm um desafio específico com esse tipo de tarefa. Nosso sistema de ensino aprende inglês principalmente pela escuta e pela fala — você conhece a palavra “environment”, sabe pronunciá-la, mas será que sabe escrevê-la sem hesitação? “Envir_____ent” — quantos estudantes vão escrever “o” em vez de organizar na cabeça se é “enviroment” ou “environment”? (O correto é environment, com “n” antes de “m”.)
Eis algumas estratégias comprovadas que funcionam:
1. Aprenda os prefixos e sufixos. Esse é o seu superpoder em Complete the Words. Se você conhece os prefixos comuns (pre-, post-, anti-, inter-, trans-, sub-, super-, micro-, macro-) e os sufixos (-tion, -ment, -ness, -ity, -able, -ible, -ous, -ive, -al, -ful), pode reconstruir a maioria das palavras acadêmicas mesmo com lacunas grandes. Prefixo + raiz + sufixo = um padrão que se repete. No nosso aplicativo TOEFL você encontra exercícios dedicados de morfologia inglesa, que preparam você exatamente para esse tipo de tarefa.
2. Leia o contexto antes de preencher as lacunas. Não pule logo para a primeira lacuna. Leia o parágrafo inteiro uma vez, rápido, para captar o tema e o contexto. Depois volte às lacunas. O contexto da frase muitas vezes elimina a ambiguidade: se a frase fala de biologia celular, “photo_____sis” é quase certamente “photosynthesis”, e não “photoanalysis”.
3. Pratique escrever por ditado. Soa antiquado, mas os ditados acadêmicos são a melhor forma de preparação para Complete the Words. Ouça palestras no YouTube (canais como CrashCourse, TED-Ed, Khan Academy), pause o vídeo a cada frase e anote os termos-chave. Depois confira a ortografia. Isso constrói automatismo — no dia do exame você não vai ficar pensando em “nece_____ry” (necessary), porque sua mão vai escrever no automático.
4. Crie fichas com palavras difíceis. Os estudantes brasileiros costumam errar a ortografia em palavras com letras dobradas (accommodation, recommend, occurrence, embarrassment), letras mudas (psychology, pneumonia, rhythm) e palavras com “ie/ei” (receive, believe, achieve). Faça uma ficha para cada palavra em que você errar — Anki ou Quizlet funcionam muito bem.
5. Preste atenção à forma gramatical. Se a lacuna está na posição de adjetivo (antes do substantivo), a terminação é provavelmente -al, -ive, -ous, -ful ou -ble. Se está na posição de advérbio, procure -ly. Se é substantivo, -tion, -ment, -ness, -ity. A gramática da frase é o seu GPS.
Complete the Words, tarefa de exemplo
Preencha as letras que faltam em 10 palavras de um parágrafo acadêmico
Exemplo elaborado pela College Council com base no formato ETS TOEFL 2026
As armadilhas mais comuns para brasileiros em Complete the Words
Os candidatos brasileiros cometem alguns erros recorrentes nesse tipo de tarefa. Primeiro — a influência da fonética do português na ortografia inglesa. Em inglês, sons que não existem ou se grafam de outra forma em português levam o aluno a inserir vogais extras: muita gente escreve “espelling” ou “estudent” puxando o “e” inicial do português, ou troca a ordem das letras em palavras com “ee/ea”. Segundo, as consoantes dobradas. Em português as consoantes dobradas seguem regras diferentes do inglês, então “accomodation” (errado — o correto é accommodation) e “occurence” (errado — o correto é occurrence) são armadilhas clássicas. Terceiro — as letras mudas. “Know” tem um “k” mudo, “psychology” tem um “p” mudo, “debt” tem um “b” mudo, e em Complete the Words a letra que falta pode ser justamente essa letra muda.
Boa notícia: esses padrões são finitos e previsíveis. Aprenda as 200 a 300 palavras mais frequentes da Academic Word List — isso basta para cobrir a grande maioria das lacunas do exame.
Read in Daily Life, o inglês prático em ação
Se o velho TOEFL fosse um professor de paletó de tweed lendo uma palestra sobre paleontologia, então Read in Daily Life é o seu colega de quarto que deixa bilhetes na geladeira. Esse tipo de tarefa testa algo que o velho TOEFL ignorava por completo: a capacidade de entender textos cotidianos e práticos em inglês.
O que exatamente você vai ler na seção Read in Daily Life? Textos curtos de 15 a 150 palavras — muito mais curtos do que qualquer coisa no velho TOEFL. Mas “curto” não significa “fácil”. Esses textos imitam situações com que você vai se deparar como estudante no exterior: um e-mail do professor avisando sobre mudança de sala, um SMS do colega de quarto perguntando se deve comprar leite, o cardápio do restaurante universitário com um aviso sobre alergênicos, uma conta de luz com tarifas incompreensíveis, um post no fórum da faculdade sobre uma mochila perdida, um anúncio de trabalho de meio período na biblioteca.
Tipos de texto e o que testam
Em Read in Daily Life você vai encontrar os seguintes formatos:
E-mails e mensagens de texto — o formato mais comum. Você precisa entender o tom (formal vs informal), a intenção do remetente (pede? informa? reclama?) e os detalhes concretos (quando? onde? a que horas?). Cuidado com abreviações e linguagem coloquial — “btw” (by the way), “fyi” (for your information), “asap” (as soon as possible), que você não vai encontrar em textos acadêmicos.
Cardápios, contas e faturas — textos com números, preços, datas. As perguntas podem envolver cálculos (“Quanto você vai pagar por dois pedaços de pizza e uma bebida?”) ou interpretação de condições (“O preço inclui imposto?”). Para o estudante brasileiro que nunca pediu comida em inglês, a terminologia de cardápio pode surpreender — “entree” no inglês americano significa prato principal, não entrada.
Folhetos, anúncios e posts em redes sociais — curtos, mas densos em informação. As perguntas verificam se você consegue pescar as informações-chave: a data do evento, as condições da promoção, o contato. Armadilha: as condições em letras miúdas, “first 50 customers only” ou “valid weekdays only”.
Materiais institucionais — o regulamento da biblioteca, o horário de funcionamento de uma repartição, as instruções de matrícula num curso. Aqui se testa a capacidade de navegar por um texto informativo, formatado de modo diferente de um ensaio acadêmico.
Estratégias para Read in Daily Life
1. Leia a pergunta ANTES do texto. Em Read in Daily Life o texto é curto — de 15 a 150 palavras — então o impulso natural é lê-lo por inteiro. Mas se você ler a pergunta primeiro, sabe exatamente o que procurar. A pergunta é “What does Sarah ask Tom to bring?” — agora você escaneia o texto em busca do pedido da Sarah, ignorando o resto. Você economiza segundos que se somam ao longo da seção.
2. Preste atenção ao tom e ao registro. As perguntas em Read in Daily Life muitas vezes tratam de implicações, não do sentido literal. “I guess we could try that restaurant, if you really want to” — literalmente é uma concordância, mas o tom sugere relutância. “Feel free to reach out if you have any questions” — isso não é um convite sincero a fazer perguntas, é uma fórmula de cortesia que encerra o e-mail. Os estudantes brasileiros, acostumados ao inglês literal dos livros didáticos, muitas vezes não captam essas nuances.
3. Pratique com textos autênticos. A melhor preparação para Read in Daily Life é… viver em inglês. Configure o celular em inglês. Leia os e-mails de serviços (Netflix, Spotify, Amazon) em inglês — eles têm exatamente o estilo que o TOEFL testa. Navegue pelo Reddit, por avaliações no Yelp, por anúncios no Craigslist. Quanto mais textos autênticos você ler, mais naturalmente vai se mover nesse tipo de tarefa. No nosso aplicativo TOEFL você encontra conjuntos de exercícios com textos inspirados em e-mails, cardápios e anúncios reais.
Read in Daily Life, tipos de texto
Textos curtos e práticos do cotidiano de um estudante de língua inglesa
Fonte: ETS, TOEFL iBT Test Content and Format 2026
Por que Read in Daily Life é importante?
Talvez você pense: “isso é fácil, leio um SMS e respondo à pergunta”. Mas a ETS não acrescentou esse tipo de tarefa sem motivo. Read in Daily Life testa uma competência que é fundamental para sobreviver numa universidade no exterior, e que o velho TOEFL não verificava de jeito nenhum. No dia a dia como estudante fora do país, você não lê passagens de 700 palavras sobre a teoria da evolução — você lê o e-mail do setor de admissões avisando sobre um documento faltando, o bilhete do administrador do alojamento sobre o corte de água quente e o SMS do colega de grupo do projeto perguntando se você pode trocar de horário de apresentação. A capacidade de entender esses textos com rapidez e precisão, com suas abreviações, implicações e formatação específica — isso é pura prática.
Read an Academic Passage, mais curta, porém mais difícil
Esse é o tipo de tarefa que vai lhe parecer mais familiar se você treinou para o velho TOEFL. Read an Academic Passage é a clássica passagem acadêmica com perguntas de múltipla escolha. Mas a diferença é colossal: o velho TOEFL lhe dava um texto de ~700 palavras com 10 perguntas. O novo TOEFL lhe dá um texto de ~200 palavras com 5 perguntas. Um texto três vezes e meia mais curto — mas cada frase pesa mais.
Os temas das passagens cobrem quatro áreas: ciências naturais (biologia, química, física, geologia), história (principalmente americana e europeia), ciências sociais (psicologia, sociologia, economia) e artes (literatura, música, arquitetura). Você não precisa de conhecimento dessas áreas — tudo o que precisa para responder está no texto. Mas precisa saber ler um texto acadêmico denso com rapidez e precisão.
O que o formato encurtado mudou?
Uma passagem mais curta tem algumas consequências em que muitos candidatos não pensam. Primeiro — cada frase é crucial. Num texto de 700 palavras você podia deixar passar uma frase e ainda responder à maioria das perguntas. Num texto de 200 palavras, uma frase representa ~5% do conteúdo — omiti-la pode custar um ponto.
Segundo — sumiram as perguntas de “insert sentence” e “prose summary”. Esses tipos de pergunta exigiam entender a estrutura de todo um texto longo. Com 200 palavras, não fazem sentido. Em vez delas, você tem perguntas clássicas sobre: ideia principal, detalhes, inferência (inference), vocabulário em contexto e propósito do autor (purpose). Cinco perguntas, cinco tipos, de forma limpa e previsível.
Terceiro — o ritmo é mais rápido. Você tem menos texto para ler, mas a proporção de perguntas por palavra é maior. Você precisa ser preciso desde a primeira frase.
Estratégias para Read an Academic Passage
1. Leia de forma ativa, não passiva. 200 palavras representam de 60 a 90 segundos de leitura. Depois desse tempo você precisa saber: (a) sobre o que é o texto, (b) qual a tese principal do autor, (c) quais argumentos a sustentam. Não leia mecanicamente — identifique a estrutura: introdução → argumento → exemplo → conclusão. Se você treinou para o velho TOEFL ou para o SAT Reading & Writing, já tem essa habilidade — agora precisa aplicá-la a um texto mais curto.
2. Cuidado com os distratores. As perguntas de múltipla escolha em Read an Academic Passage têm quatro opções, das quais três são distratores. A ETS é mestre nisso: os distratores muitas vezes contêm informações verdadeiras do texto, mas que não respondem à pergunta específica. Ou parafraseiam um trecho de um modo que muda o sentido. Sempre volte ao texto e verifique a resposta — não confie na memória.
3. Vocabulário em contexto ≠ dicionário. Perguntas do tipo “The word X in the passage is closest in meaning to…” não testam se você conhece a definição de dicionário. Testam se você entende como o autor usa essa palavra naquele contexto específico. “Address” pode significar “endereço”, “discurso” ou “tratar de” — o contexto decide. Leia a frase inteira com a resposta escolhida e verifique se o sentido se sustenta.
Se você quer treinar passagens acadêmicas curtas em condições próximas às do exame, o nosso aplicativo TOEFL oferece conjuntos de textos de 200 palavras com perguntas que reproduzem o novo formato TOEFL 2026.
TOEFL Reading, formato antigo vs TOEFL 2026
| Característica | Velho TOEFL Reading | TOEFL 2026 Reading |
|---|---|---|
| Duração | 35–36 minutos | até 27 minutos |
| Tamanho das passagens | ~700 palavras | ~200 palavras (Academic Passage) |
| Tipos de tarefa | 1 tipo (perguntas sobre a passagem) | 3 tipos (Complete the Words, Read in Daily Life, Academic Passage) |
| Insert Sentence | Sim – inserir frases no texto | Não, removido do exame |
| Prose Summary | Sim – escolher 3 frases de resumo | Não, removido do exame |
| Spelling / ortografia | Não testada | Testada em Complete the Words |
| Textos práticos | Nenhum – apenas acadêmicos | Sim, e-mails, SMS, cardápios, anúncios |
| Formato | Linear (dificuldade fixa) | Adaptativo (Módulo 1 → Módulo 2) |
| Perguntas no total | 20 perguntas (2 passagens) | 35–48 perguntas (depende da adaptação) |
Fonte: ETS, comparação TOEFL iBT (pré-2026) e TOEFL 2026
O sistema adaptativo em Reading – como funciona e por que importa?
Se você fez o SAT digital ou leu o nosso guia do exame SAT, a mecânica adaptativa lhe será familiar. O TOEFL 2026 Reading usa um teste adaptativo multietapas (multi-stage adaptive testing), o mesmo conceito que o College Board introduziu no Digital SAT.
Como funciona? A seção Reading é dividida em dois módulos. O Módulo 1 contém perguntas de nível misto de dificuldade — fáceis, médias e difíceis. Com base no seu desempenho no Módulo 1, o algoritmo da ETS seleciona o Módulo 2 para você: mais difícil (se você foi bem no Módulo 1) ou mais fácil (se teve problemas). Regra fundamental: um Módulo 2 mais difícil significa um teto de pontuação mais alto — mesmo que você cometa alguns erros, sua pontuação potencial é maior do que se tivesse passado sem erros por um módulo mais fácil.
O que isso significa para a sua estratégia? O Módulo 1 é crítico. Não se trata de velocidade — trata-se de precisão. Cada resposta correta no Módulo 1 aumenta a chance de você receber um Módulo 2 mais difícil (e melhor pontuado). Por isso: não chute por impulso, não pule as perguntas difíceis, dedique 10 segundos extras à verificação da resposta. Os segundos perdidos no Módulo 1 podem se converter num teto de pontuação mais alto no Módulo 2.
Outra informação importante: você não volta ao Módulo 1 depois de passar para o Módulo 2. Depois de confirmar as respostas do Módulo 1, o caminho de volta está fechado. Você pode marcar perguntas para revisão dentro de um mesmo módulo, mas não entre módulos. O cronômetro é separado para cada módulo — o tempo do Módulo 1 não passa adiante.
Lembre-se também de que a adaptação se aplica ao módulo inteiro, não a perguntas individuais. Isso não é um CAT (Computer Adaptive Testing), em que cada pergunta seguinte é selecionada com base na resposta anterior. Aqui, todo o conjunto de perguntas do Módulo 2 é determinado de antemão a partir do seu resultado geral no Módulo 1. Essa é uma diferença importante — significa que um erro no Módulo 1 não muda imediatamente o nível de dificuldade da próxima pergunta, mas a soma das suas respostas decide qual módulo você recebe no final.
O formato adaptativo funciona de forma idêntica nas demais seções do novo TOEFL — Listening, Speaking e Writing. Se você quer entender a mecânica completa do novo exame, dê uma olhada no nosso guia completo do TOEFL 2026.
Os melhores recursos de estudo
Criado pela equipe da College Council – especialistas em TOEFL desde 2020
Plano de preparação, 8 semanas até o novo TOEFL Reading
A preparação para o TOEFL 2026 Reading exige uma abordagem diferente da do formato antigo. Não basta ler textos acadêmicos longos — você precisa treinar três habilidades completamente distintas ao mesmo tempo. Eis um plano semanal que cobre os três tipos de tarefa:
Semanas 1–2: Diagnóstico e fundamentos
Comece por um teste diagnóstico — faça um conjunto completo de Reading no novo formato no nosso aplicativo TOEFL ou no site da ETS. Não se prepare especialmente — você quer ver o seu ponto de partida real. Anote o resultado e identifique qual tipo de tarefa lhe dá mais trabalho. A maioria dos estudantes descobre que Complete the Words é mais difícil do que esperava, especialmente a ortografia de palavras com letras dobradas e letras mudas.
Nesse período: faça uma lista de 100 palavras da Academic Word List cuja ortografia você não tem certeza. Aprenda-as por ditados — peça a alguém que as dite, você as escreve e confere. Todos os dias: 20 palavras novas + revisão de 20 antigas. Em paralelo: configure o celular e o computador em inglês, leia e-mails e notificações em inglês. Isso constrói a intuição necessária para Read in Daily Life.
Semanas 3–4: Complete the Words, fase intensiva
Dedique 60% do tempo de estudo a Complete the Words. Trabalhe com prefixos e sufixos — faça uma tabela com os 30 prefixos mais comuns (un-, re-, pre-, dis-, mis-, over-, under-, out-, inter-, trans-…) e 20 sufixos (-tion, -ment, -ness, -ity, -ous, -ive, -able, -ful, -less, -ly…). Pratique reconstruir palavras com lacunas: cubra parte de uma palavra num texto acadêmico e tente reproduzi-la. No nosso aplicativo TOEFL há conjuntos dedicados a esse exercício.
Os 40% restantes do tempo: leia textos práticos curtos (Reddit, e-mails, descrições de produtos na Amazon) e pratique perguntas de passagens acadêmicas de 200 palavras. Procure manter a proporção 3:2 — três sessões de Complete the Words para duas de Reading.
Semanas 5–6: Read in Daily Life e Academic Passage
Inverta as proporções: 60% do tempo para Read in Daily Life e Academic Passage, 40% para revisar Complete the Words. Em Read in Daily Life, pratique reconhecer o tom e as implicações — esse é o elemento mais difícil para os estudantes brasileiros. Leia avaliações no TripAdvisor, reclamações no Reddit, e-mails de atendimento ao cliente — preste atenção ao que se diz nas entrelinhas.
Em Academic Passage, concentre-se na velocidade: você tem ~200 palavras e 5 perguntas, então precisa adquirir o hábito de ler ativamente em 60 a 90 segundos. Pratique com cronômetro. Se você tem dificuldade com perguntas de inferência (inference), volte ao texto e procure a frase que sustenta sua resposta — no exame sempre existe essa frase.
Semanas 7–8: Simulações do teste completo
As duas últimas semanas: simulações completas da seção Reading em condições de exame. Cronômetro, silêncio, sem pausas. Resolva um conjunto completo por dia. Depois de cada simulação: análise dos erros. Não basta verificar o que errou — você precisa entender por que escolheu a resposta errada. Não conhecia a palavra? Entendeu mal o contexto? Foi rápido demais? Mantenha um diário de erros.
Na última semana antes do exame: reduza a intensidade para 30 minutos por dia. Repita as listas de palavras da Academic Word List, revise o diário de erros, resolva conjuntos leves. Não estude material novo — consolide o que você já sabe. Durma bem. O TOEFL Reading exige uma mente clara — o cansaço custa mais pontos do que a falta de conhecimento.
Lembre-se de que a seção Reading é apenas uma parte do exame TOEFL 2026. Em paralelo, você precisa treinar Listening, Speaking e Writing. Se você planeja fazer o TOEFL como alternativa ao IELTS, confira nosso guia comparativo TOEFL vs IELTS para se certificar de que escolheu o exame certo.
Plano de preparação de 8 semanas para o TOEFL Reading
Plano de preparação da College Council, elaborado com base no novo formato TOEFL 2026
Qual pontuação no TOEFL Reading é necessária?
A seção Reading é uma das quatro seções do TOEFL — cada uma é avaliada na escala de 0 a 30, o que dá uma pontuação total de 0 a 120. A maioria das universidades que exigem o TOEFL indica pontuações totais mínimas, mas algumas têm também pontuações mínimas por seção. Eis o que você precisa saber sobre as exigências para a seção Reading:
- Oxford University: mínimo total de 100, Reading mínimo de 24
- Cambridge University: mínimo total de 100, Reading mínimo de 25
- ETH Zurich: mínimo total de 100
- UCL: mínimo total de 92, Reading mínimo de 24
- University of Amsterdam: mínimo total de 80, Reading mínimo de 20
- Maastricht University: mínimo total de 80, Reading mínimo de 18
Mais sobre as exigências de TOEFL nas universidades europeias no nosso guia das pontuações de TOEFL para estudar na Europa. Se você planeja o IELTS em vez do TOEFL — ou quer comparar os dois exames, confira nosso comparativo TOEFL vs IELTS.
Conclusão – as novas regras do jogo
O TOEFL 2026 Reading não é um exame antigo “levemente atualizado”, é um jogo totalmente novo. Os três tipos de tarefa exigem três conjuntos diferentes de habilidades: Complete the Words testa ortografia e morfologia, Read in Daily Life testa a compreensão da linguagem do dia a dia e Read an Academic Passage testa a leitura acadêmica clássica, só que numa forma muito mais curta. O sistema adaptativo acrescenta uma camada estratégica – o Módulo 1 é crucial, porque determina o teto de pontuação do Módulo 2.
Boa notícia para os candidatos brasileiros: o novo formato é mais justo. O velho TOEFL, com suas passagens de 700 palavras, favorecia os falantes nativos, que liam mais rápido simplesmente porque o inglês era a primeira língua deles. O novo TOEFL, com textos curtos e tarefas concretas, dá uma chance aos candidatos que têm um conhecimento sólido, mas não leem na velocidade de um nativo. Se você conhece o vocabulário acadêmico, sabe escrever corretamente em inglês e entende as implicações nos textos cotidianos, tem chances reais de tirar 25+ no Reading.
Próximos passos
- Faça um teste diagnóstico – no nosso aplicativo TOEFL ou no site da ETS, para conhecer o seu ponto de partida no novo formato
- Identifique o seu tipo de tarefa mais fraco, Complete the Words, Read in Daily Life ou Academic Passage?
- Comece pela Academic Word List – aprenda a ortografia das 200 a 300 palavras acadêmicas mais frequentes
- Implemente o plano de preparação de 8 semanas, de forma sistemática, 30 a 60 minutos por dia
- Em paralelo, treine as outras seções – Listening, Speaking, Writing
- Verifique as exigências das universidades, a sua universidade dos sonhos tem mínimo por seção ou apenas total? (guia das pontuações)
Se você está em dúvida entre fazer o TOEFL ou o IELTS, leia o nosso guia comparativo TOEFL vs IELTS. E se, além do certificado de idioma, você também precisa do SAT – no nosso aplicativo SAT você se prepara para os dois exames numa única plataforma.
Boa sorte, e lembre-se: o novo TOEFL recompensa quem treina no novo formato. Jogue os livros antigos no lixo. O futuro da leitura no TOEFL é curto, prático e adaptativo – exatamente como os estudos para os quais ele prepara você.
Guias relacionados de TOEFL
Confira os demais guias da nossa série sobre o TOEFL para planejar toda a sua trajetória de preparação:
- Exame TOEFL 2026 — guia completo
- Inscrição no TOEFL — passo a passo
- Qual pontuação de TOEFL para estudar na Europa?
- Professor particular de TOEFL — as melhores aulas
- Preparação para o TOEFL — curso vs aulas particulares
- TOEFL Listening — novas tarefas e estratégias 2024+
- TOEFL Speaking — Listen and Repeat, Take an Interview
- TOEFL Writing — Build a Sentence, Write an Email
- TOEFL vs IELTS — qual certificado escolher?