É duas da manhã, o quarto iluminado apenas pelo brilho do monitor. Na tela – um documento Google vazio com o cursor piscando e uma única frase: “Some students have a background, identity, interest, or talent that is so meaningful they believe their application would be incomplete without it.” Abaixo: nada. Zero palavras das seiscentas e cinquenta exigidas. Você afasta os dedos do teclado, abre o Reddit, navega por r/ApplyingToCollege, lê ensaios de outras pessoas que parecem ter sido escritos por alguém de um planeta completamente diferente – alguém que desde criança sabia que queria estudar galáxias ou construir próteses de braço. Você fecha o Reddit. Volta ao documento vazio. O cursor piscando não desapareceu.
Se você se reconhece nesta cena – não está sozinho. A cada ano, centenas de milhares de estudantes em todo o mundo se sentam para a mesma tarefa: contar sobre si mesmos em 650 palavras, de modo que o comitê de admissão do outro lado do mundo veja neles não o candidato número 47.382, mas uma pessoa real. Para o estudante brasileiro do ensino médio, o desafio é duplo – você precisa contar essa história não em sua língua nativa, não no formato de redação dissertativa a que a escola brasileira te acostumou, mas na forma de uma narrativa pessoal, que na tradição educacional americana é uma arte em si mesma.
Este guia irá te conduzir por todo o processo: desde a compreensão do porquê os ensaios são tão importantes, passando pelos prompts do Common App para 2025-2026, tipos de Supplemental Essays, técnicas narrativas, cronograma de trabalho – até os erros mais comuns cometidos por candidatos brasileiros e como evitá-los. Sem generalizações. Com estratégias concretas que funcionam.
Ensaios de aplicação – fatos chave
(mínimo 250 palavras)
para o ano 2025–2026
o Common Application
para escrever os ensaios
por um membro do comitê
para 8–10 faculdades
Fonte: Common Application, dados de admissão das faculdades 2024–2026
Por que os ensaios de aplicação são tão importantes?
As universidades americanas – ao contrário da maioria das universidades europeias – aplicam a chamada admissão holística (holistic admissions). Isso significa que o comitê avalia você como um indivíduo completo, não apenas suas notas e resultados do exame SAT. O ensaio é o único lugar em toda a aplicação onde você fala com sua própria voz – não através de números, rankings ou listas de conquistas.
Nas universidades mais seletivas, como as escolas da Ivy League, a maioria dos candidatos tem excelentes notas e resultados de testes. Quando 95% dos candidatos a Harvard têm GPA acima de 3.9, e a mediana do SAT excede 1550, é o ensaio que se torna o elemento que permite ao comitê diferenciar um ótimo candidato do outro. Isso não é um clichê – é a realidade matemática da admissão: quando os dados quantitativos estão em um nível comparável, a narrativa faz a diferença.
A página de admissões de Harvard enfatiza diretamente que o comitê quer conhecer o candidato “como pessoa” – seus valores, paixões e modo de pensar. Princeton pergunta: “Quem você será em nosso campus?”. Yale procura “curiosidade intelectual e força de caráter”. Essas declarações não são palavras vazias – são um manual de instruções para o ensaio.
Para você, como candidato brasileiro, o ensaio tem um significado adicional. É uma chance para o comitê entender o contexto de onde você vem – o sistema educacional brasileiro, suas experiências, a perspectiva que você pode trazer para o campus. Um avaliador americano pode não saber o que é o ensino médio no Brasil, quais são as olimpíadas de conhecimento no país ou como funciona o sistema de avaliação brasileiro. O ensaio é uma ponte entre o seu mundo e o deles.
Ensaio Common App – o coração da sua aplicação
O Common Application é a plataforma através da qual você envia sua aplicação para mais de 1000 universidades nos EUA. O elemento central é o Personal Statement – um ensaio com limite de 650 palavras (mínimo de 250 palavras), que é enviado para todas as universidades da sua lista. Este é o documento mais importante de toda a aplicação – ao mesmo tempo o mais pessoal e o mais exigente.
Mais sobre todo o processo de aplicação – desde a criação da conta até o envio da aplicação – você encontra em nosso guia passo a passo do Common App.
Prompts do Common App para 2025-2026
O Common App oferece sete prompts para escolha. Esses prompts permanecem estáveis há alguns anos – você pode começar a planejar seu ensaio muito antes do ano em que for se candidatar:
-
Histórico, identidade, interesse ou talento – “Some students have a background, identity, interest, or talent that is so meaningful they believe their application would be incomplete without it. If this sounds like you, then please share your story.” Conte sobre algo que é tão significativo em sua vida que, sem isso, sua aplicação estaria incompleta.
-
Lição aprendida com um fracasso – “The lessons we take from obstacles we encounter can be fundamental to later success. Recount a time when you faced a challenge, setback, or failure. How did it affect you, and what did you learn from the experience?” Descreva um momento em que você enfrentou um obstáculo. Como isso te afetou?
-
Questionar uma crença – “Reflect on a time when you questioned or challenged a belief or idea. What prompted your thinking? What was the outcome?” Conte sobre um momento em que você questionou algo em que acreditava anteriormente.
-
Gratidão – “Reflect on something that someone has done for you that has made you happy or thankful in a surprising way. How has this gratitude affected or motivated you?” Descreva um ato de bondade que despertou em você um sentimento de gratidão.
-
Crescimento pessoal – “Discuss an accomplishment, event, or realization that sparked a period of personal growth and a new understanding of yourself or others.” Descreva uma experiência que desencadeou seu crescimento pessoal.
-
Fascínio por um tema – “Describe a topic, idea, or concept you find so engaging that it makes you lose all track of time. Why does it captivate you? What or who do you turn to when you want to learn more?” Descreva um tema que te absorve tanto que você perde a noção do tempo.
-
Tema livre – “Share an essay on any topic of your choice. It can be one you’ve already written, one that responds to a different prompt, or one of your own design.” Total liberdade.
Qual prompt escolher?
Não existe um prompt “melhor”. Os comitês de admissão confirmaram repetidamente que nenhum prompt é preferido. O que importa é exclusivamente a qualidade do ensaio.
Regra chave: primeiro decida qual história você quer contar, e só depois adapte o prompt. Muitos candidatos cometem o erro de ler o prompt e tentar inventar uma história “para ele”. Inverta esse processo. Pense nos momentos, experiências e reflexões que melhor mostram quem você é. Em seguida, verifique qual prompt sua história se encaixa melhor. O prompt número 7 te dá total liberdade, então é sempre uma opção “de reserva”.
Ao escolher o tema, pense também na aplicação como um sistema – o ensaio deve adicionar uma dimensão que não é visível em outras partes. Se suas atividades extracurriculares destacam liderança, o ensaio pode mostrar sua sensibilidade. Se as notas falam sobre disciplina, o ensaio pode revelar criatividade. Cada elemento da aplicação deve revelar uma face diferente do mesmo edifício.
7 prompts do Common App 2025–2026
Análise e dicas para candidatos brasileiros
Requisitos técnicos do Ensaio Common App
Antes de começar a escrever, conheça as limitações do sistema:
- Limite de palavras: 250-650. O sistema rejeita automaticamente textos com mais de 650 palavras – ele não será transferido para o formulário.
- Formatação: Você pode usar parágrafos (Enter), mas não há opções de negrito, itálico, títulos, listas ou links. Seu ensaio é texto puro.
- Idioma: O ensaio é escrito em inglês (com pequenas exceções – por exemplo, palavras isoladas em outro idioma são aceitáveis se servirem à narrativa).
- Cópia de texto: Você pode escrever no Google Docs ou Word e depois colar o texto pronto no sistema. Lembre-se que a formatação pode mudar ao colar – verifique isso na pré-visualização.
- Salvamento: O Common App salva automaticamente seu trabalho, mas sempre mantenha uma cópia de segurança em outro lugar.
Supplemental Essays – a chave para universidades específicas
Além do Ensaio Common App, a maioria das universidades seletivas exige ensaios adicionais (Supplemental Essays ou “supps”), específicos para cada instituição. É neles que você mostra que realmente conhece a universidade e entende por que aquele lugar é ideal para você.
O número de supplemental essays varia drasticamente entre as universidades. Stanford exige várias respostas curtas e ensaios mais longos. Yale faz muitas perguntas curtas e um ensaio “Why Yale?”. O MIT tem seu próprio sistema de aplicação com perguntas únicas. Algumas universidades menos seletivas não exigem nenhum supplemental.
Tipos mais comuns de Supplemental Essays
| Tipo de ensaio | O que perguntam? | Limite típico | Universidades de exemplo |
|---|---|---|---|
| 🎯 “Why Us?” | Por que você quer estudar nesta universidade específica? O que te atrai em seus programas, cultura, recursos? | 150–400 palavras | Yale, Columbia, Penn, Duke, Northwestern |
| 📚 “Why Major?” | Por que você escolheu esta área de estudo? Como seu interesse se desenvolveu? | 150–300 palavras | Cornell, Penn, MIT, NYU |
| 👥 “Community” | Como você contribuirá para a comunidade do campus? O que você traz? | 200–300 palavras | Stanford, Michigan, UVA |
| 🏆 “Activity” | Desenvolva uma de suas atividades extracurriculares. O que ela te proporciona? | 150–250 palavras | Common App (Additional Info), muitas universidades |
| 💡 “Intellectual Curiosity” | Descreva um tema que te fascina intelectualmente. Como você o explora? | 200–350 palavras | Stanford, Yale, Chicago |
| ✍ Respostas curtas | Perguntas rápidas sobre interesses, valores, inspiração, livros favoritos, filmes | 50–200 palavras | Yale, Stanford, MIT, Caltech |
Como escrever o ensaio “Why Us?” – o supplemental mais importante
O ensaio “Why Us?” (ou “Why [Nome da universidade]?”) é um dos tipos mais frequentemente exigidos e mais importantes de supplemental essays. O comitê quer ver que você realmente conhece a universidade – não apenas seu ranking ou prestígio.
Especificidade é a chave. Em vez de escrever “Yale has amazing professors and a rich history”, escreva sobre um curso, laboratório, professor ou programa específico que te interessa – e explique o porquê. Conecte os recursos da universidade com seus objetivos e experiências.
Aqui está uma estrutura que funciona:
- Gancho – comece com algo que mostre sua paixão ou objetivo. Não com “I want to attend Yale because…”
- Especificidades – liste 2-3 recursos específicos da universidade (curso, professor, programa, clube, tradição) e explique como eles se conectam aos seus interesses.
- Conexão – mostre por que esta universidade específica se encaixa melhor para você do que outras. O que é único nesta conexão?
- Contribuição – o que você trará para o campus? Não escreva sobre o que a universidade te dará – escreva sobre o que você dará à universidade.
O que evitar: Declarações genéricas como “world-class faculty”, “beautiful campus”, “diverse student body”. Se você pode trocar o nome da universidade em seu ensaio por outro e o texto ainda faz sentido – ele é muito genérico.
Comparação de plataformas de aplicação
Embora o Common App seja a plataforma mais popular, não é a única opção:
Common Application – mais de 1000 universidades, 7 prompts, 650 palavras. A mais popular e amplamente utilizada. A maioria dos candidatos brasileiros a utiliza.
Coalition Application (Scoir) – cerca de 150 universidades, 5 prompts, 500-650 palavras. Menor, mas em crescimento. Oferece um portfólio digital (locker) onde você pode reunir materiais durante todo o ensino médio.
Aplicação direta da universidade – algumas universidades têm seus próprios sistemas. MIT, Georgetown e algumas outras não usam o Common App. Verifique os requisitos de cada universidade da sua lista – pode ser que você precise usar duas ou três plataformas simultaneamente.
Como escrever o ensaio passo a passo
Escrever um ensaio de aplicação não é um sprint – é uma maratona com carga distribuída. Abaixo você encontrará um processo que funciona para nossos alunos no College Council. Cada etapa tem um tempo definido para te ajudar a planejar o trabalho.
Etapa 1: Brainstorming (2-3 semanas)
Antes de escrever uma única frase, dedique tempo a uma profunda reflexão. Não pense ainda nos ensaios – pense em você. Faça a si mesmo as seguintes perguntas:
- Quais momentos da minha vida tiveram o maior impacto em mim?
- O que eu faço quando ninguém está olhando e não preciso impressionar ninguém?
- Quais valores são mais importantes para mim – e de onde eles vieram?
- O que meus entes queridos diriam sobre mim que o comitê de admissão não descobrirá no resto da aplicação?
- Sobre o que eu poderia falar por horas?
- Quando foi a última vez que mudei de ideia sobre algo importante?
- Como minha vida difere da vida dos meus colegas no Brasil e no exterior?
Anote tudo – mesmo as ideias que parecem banais. Peça aos seus entes queridos para te contar histórias sobre você que eles se lembram. Frequentemente, os melhores ensaios surgem de experiências aparentemente prosaicas – não de grandes conquistas.
Dica Pro do College Council: Faça o exercício “100 momentos”. Liste 100 momentos da sua vida que você se lembra – desde os grandes (mudança de cidade, perda de um ente querido) até os pequenos (uma conversa com sua avó sobre a infância dela, o momento em que você entendeu algo difícil pela primeira vez). Não os julgue. Apenas anote. Desta lista, surgirão 5-10 potenciais temas para o ensaio.
Cinco métodos de brainstorming que realmente funcionam
Não se sente em frente ao computador e tente “inventar um tema”. Quanto mais você tenta, menos ideias surgem. Em vez disso, use uma das técnicas abaixo que ajudam a “extrair” um tema da sua experiência.
1. Método dos “cinco momentos”. Pegue um papel e liste cinco momentos da sua vida que mudaram sua forma de pensar. Não precisam ser dramáticos – podem ser sobre uma conversa com seu avô no almoço de domingo, um experimento fracassado no laboratório da escola ou a noite em que você leu algo pela primeira vez que virou seu mundo de cabeça para baixo. Para cada momento, anote três coisas: o que exatamente aconteceu, o que você sentiu naquele momento e o que você entendeu (então ou depois).
2. Método “o que meus amigos sabem sobre mim”. Pergunte a três pessoas próximas (um amigo, um pai, um professor) uma pergunta: “Se você tivesse que contar uma história sobre mim para alguém que não me conhece – qual você escolheria?” As respostas quase sempre surpreendem. As pessoas se lembram de coisas sobre nós que nós mesmos não consideramos importantes.
3. Método “do valor à história”. Liste três valores que são mais importantes para você – por exemplo, curiosidade, justiça, perseverança, empatia. Para cada valor, anote uma situação concreta em que você o expressou não declarativamente, mas através de uma ação. Não “sou curioso”, mas “quando o professor disse que o tema era muito difícil para o nosso nível, passei três fins de semana na biblioteca para provar que ele estava errado”.
4. Método “contrarian” (da oposição). Pense em algo em que você acredita e que é contrário ao que seu ambiente esperaria de você. Talvez você seja um estudante de exatas que secretamente escreve poemas. Talvez você seja um atleta que acredita que a lição mais importante do esporte é a capacidade de perder, não de vencer. A tensão entre as expectativas e sua verdadeira identidade é material para um ensaio fascinante.
5. Método da “microscopia”. Escolha um dia completamente comum do último mês. Anote-o hora a hora. O que você fez? O que você sentiu? No que você pensou enquanto ia para a escola? Em algum lugar neste dia comum, esconde-se um momento que diz mais sobre você do que o currículo mais impressionante.
Etapa 2: Escolha do tema e esboço (1 semana)
Escolha 2-3 das ideias mais fortes e crie um breve esboço (outline) para cada uma. Um bom tema de ensaio atende a três critérios:
- É pessoal – ninguém mais poderia ter escrito este ensaio. Se você removesse seu nome, o leitor ainda deveria saber que é você.
- Mostra mudança ou reflexão – não apenas “o que aconteceu”, mas “o que isso significa para mim” e “como isso me mudou”.
- Revela algo novo – adiciona uma dimensão que não é visível no restante da aplicação (notas, testes, lista de atividades).
Para cada um dos 2-3 temas, escreva um breve esboço: qual é o ponto central? Que história ilustra esse ponto? Que reflexão resulta disso? Mostre esses esboços a uma pessoa de confiança – um professor, mentor, pais – e ouça qual tema desperta mais interesse.
Etapa 3: Primeiro rascunho (1-2 semanas)
Escreva o primeiro rascunho sem censura. Não se preocupe com o limite de palavras ou gramática perfeita. Permita-se que o texto seja muito longo (800, 900, até 1000 palavras) e caótico – isso é normal. O objetivo é extrair o material do qual você esculpirá o ensaio final.
Algumas regras para o primeiro rascunho:
- Comece pelo meio – não pela abertura. Escreva a cena que é o coração da sua história. A abertura você adicionará depois.
- Escreva como você fala – imagine que você está contando essa história para um amigo. Evite a linguagem formal que você usa em redações escolares.
- Inclua detalhes – cores, sons, cheiros, diálogos. Na fase do rascunho, é melhor ter muitos detalhes do que poucos.
- Não edite – escrever e editar são dois processos diferentes. Misturá-los é a maior sabotagem à criatividade.
Etapa 4: Revisão e edição (2-4 semanas)
Esta é a etapa mais difícil e importante. A maioria dos ensaios bem-sucedidos passa por 5-10 rodadas de revisão. Isso não é um exagero – é a norma. Cada rodada tem um foco diferente:
Rodada 1 – Estrutura. O ensaio tem um ponto central claro – uma ideia principal que o leitor vai lembrar? Está logicamente organizado? A abertura cativa e a conclusão permanece na memória?
Rodada 2 – Show vs Tell. Percorra o ensaio frase por frase. Onde quer que você declare uma característica (por exemplo, “I am a curious person”), substitua a declaração por uma cena que mostre essa característica. Esta é a regra mais importante da escrita de ensaios de aplicação – e a mais difícil de implementar.
Rodada 3 – Corte. Reduza o ensaio para 650 palavras (ou próximo a esse limite). Remova repetições, adjetivos desnecessários, fragmentos que não servem à ideia principal. Cada frase deve merecer seu lugar.
Rodada 4 – Voz. Leia o ensaio em voz alta. Parece você? Parece natural? As transições entre os parágrafos são fluidas? Se algo “range” – corrija.
Rodada 5+ – Polimento. Pequenas correções linguísticas, precisão das palavras, ritmo das frases. Nesta etapa, cada palavra importa.
Etapa 5: Feedback e finalização (1-2 semanas)
Peça a 2-3 pessoas para lerem seu ensaio. Idealmente:
- Uma pessoa que te conhece bem (pai, amigo próximo) – o ensaio soa como você? Eles te reconhecem no texto?
- Uma pessoa com experiência em admissões (professor, mentor, consultor) – o ensaio “funciona”? É envolvente? Comunica o que você quer transmitir?
- Um falante nativo de inglês – a linguagem é natural? Há erros idiomáticos, construções não naturais, formulações desajeitadas?
Atenção: O feedback serve para aprimorar sua voz – não para substituí-la. Se, após todas as revisões, o ensaio soa como um texto de um consultor adulto, e não de um adolescente – algo deu errado. Os comitês de admissão são experientes em reconhecer ensaios “escritos por adultos” – e isso definitivamente diminui suas chances.
No College Council, ajudamos os alunos a passar por todo esse processo – do brainstorming à versão final. Nossos mentores não escrevem os ensaios pelos alunos, mas ajudam a extrair sua voz e história. Se você precisa de apoio – entre em contato conosco.
Processo de escrita do ensaio – da ideia à versão final
Técnicas narrativas que funcionam
”Mostre, não conte” – a regra mais importante
Este é o fundamento da escrita de ensaios de aplicação. Em vez de declarar características, mostre-as em ação. A diferença é fundamental:
Conte (fraco): “I am a curious and empathetic person who always tries to understand different perspectives.”
Mostre (bom): Descrição de uma situação concreta em que sua curiosidade e empatia se manifestaram – com detalhes, diálogo, emoções. O leitor tirará suas próprias conclusões sobre seu caráter. Você não precisa informá-lo de que é empático – ele precisa ver isso.
Os admissions officers americanos leem de centenas a milhares de ensaios por temporada de aplicação. As declarações se misturam em uma massa. As cenas – eles as memorizam.
Abertura forte
Você tem alguns segundos para atrair a atenção. O comitê vê seu ensaio entre dezenas de outros – a abertura decide se eles continuarão lendo com interesse ou por obrigação.
Evite: “Ever since I was a child, I have been passionate about science and helping others…” – esta é uma abertura que dezenas de milhares de candidatos escrevem anualmente.
Melhor: Jogue o leitor no meio da ação. Comece com um momento que é o coração da sua história – com uma cena concreta, uma afirmação surpreendente, uma pergunta que não te deixa em paz. Mais tarde, você pode dar o contexto.
Exemplos de frases iniciais eficazes:
- “The rice cooker sat on the shelf for three months before I understood why my grandmother had sent it across an ocean.”
- “I was the only person in the room laughing.”
- “My mother doesn’t speak English. I’ve been translating her world since I was seven.”
Cada uma dessas aberturas desperta curiosidade – o leitor quer saber mais.
Detalhes sensoriais
Detalhes concretos e sensoriais fazem o ensaio ganhar vida. Em vez de “I was nervous”, descreva o que você sentiu exatamente – suor nas mãos, respiração acelerada, barulho ao fundo, um aperto no estômago. Detalhes tornam as emoções abstratas tangíveis.
O detalhe não precisa ser dramático. “The fluorescent light in the lab buzzed at exactly the frequency that makes you want to close your eyes” – este é um detalhe que transporta o leitor para o seu mundo. “I was in a lab” – não transporta para lugar nenhum.
A regra de um detalhe concreto
Se você tem a escolha entre três generalizações e um detalhe concreto – sempre escolha o concreto.
Três generalizações: “Eu leio muito, me interesso por muitos temas e gosto de aprender coisas novas.”
Um detalhe concreto: “No ano passado, li ‘Thinking, Fast and Slow’ de Kahneman três vezes – a cada vez fazia anotações com uma cor diferente e na terceira vez finalmente entendi por que tomo decisões ruins sob pressão do tempo.”
Um detalhe concreto diz mais sobre você do que dez generalizações. Mostra um livro específico (assim o leitor sabe o que te interessa), um método específico (assim ele vê como você aprende) e uma conclusão específica (assim ele entende como você pensa). Este é o poder do concreto.
Estrutura narrativa
Um ensaio de aplicação eficaz frequentemente tem uma destas estruturas:
- Montagem – várias cenas curtas conectadas por um tema ou motivo. Cada cena ilustra uma faceta diferente da sua personalidade.
- Narrativa linear – uma história do começo ao fim, com uma reflexão no final.
- Zoom-in/Zoom-out – comece com um detalhe (um momento específico), retroceda para um contexto mais amplo, retorne ao detalhe com uma nova compreensão.
- Antes/Depois – mostre seu pensamento ou comportamento antes e depois de uma experiência chave.
Não há uma única estrutura “melhor”. Escolha aquela que melhor serve à sua história.
Os erros mais comuns – e como evitá-los
Os 6 erros mais comuns – e como evitá-los
Além desses seis erros clássicos, os candidatos brasileiros frequentemente cometem alguns outros específicos:
Tradução do português. Escrever o ensaio primeiro em português e depois traduzi-lo para o inglês. Isso é sempre perceptível – sintaxe portuguesa, metáforas portuguesas, expressões idiomáticas portuguesas traduzidas literalmente. Se o seu inglês é bom o suficiente para estudar nos EUA, é bom o suficiente para escrever o ensaio desde o início em inglês.
Contexto excessivo. Candidatos brasileiros frequentemente sentem a necessidade de explicar todo o sistema educacional brasileiro antes de passar para a história principal. Não. O comitê não precisa de uma palestra sobre o ensino médio – precisa da sua história. O contexto pode ser inserido naturalmente, em uma única frase.
Comparação de culturas. Um ensaio sobre “diferenças entre o Brasil e os EUA” ou sobre “choque cultural” é um clichê. Sua brasilidade pode ser parte do ensaio – mas não pode ser o ensaio inteiro.
Adapte o registro linguístico. Ensaios escolares brasileiros são formais e argumentativos. O Personal Statement americano é pessoal e narrativo. Esta é uma diferença estilística fundamental.
Peça a um falante nativo para revisar. Mesmo que seu inglês seja muito bom, erros idiomáticos sutis podem enfraquecer o ensaio. Certifique-se de que o texto soe natural.
Mais sobre todo o processo de aplicação para a faculdade nos EUA você encontra em nosso guia detalhado.
Perspectiva do candidato brasileiro – seus pontos fortes
Como candidato brasileiro, você tem algo que a maioria dos candidatos americanos não tem – uma perspectiva intercultural que pode enriquecer a comunidade do campus. Mas você precisa saber como utilizá-la.
Seus pontos fortes
Experiência com diferentes sistemas educacionais. Se você teve contato com um ambiente internacional – seja através de uma escola IB, viagens, programas de intercâmbio ou escolas bilíngues no Brasil – você pode demonstrar capacidade de adaptação e uma visão mais ampla sobre a educação. Esta é uma característica muito valorizada pelas universidades.
Contexto cultural. Crescer no Brasil te proporciona experiências e pontos de referência únicos. A diversidade cultural, social e regional do Brasil, sua história, a vida na América Latina – são temas que podem enriquecer a discussão no campus, se você souber contá-los de forma pessoal e envolvente.
Olimpíadas e concursos. Estudantes brasileiros frequentemente se destacam em olimpíadas de conhecimento nacionais e internacionais – de matemática, física, informática, química, biologia, astronomia, etc. No ensaio, você pode mostrar a paixão por trás dessas conquistas – não apenas a lista de prêmios, mas o processo de pensamento, o fascínio, a dedicação.
Multilinguismo. Falar português e inglês (e muitas vezes um terceiro idioma, como espanhol) é um trunfo que você pode usar narrativamente. A língua molda o pensamento – você pode contar sobre isso de uma forma fascinante.
O que observar
- Não escreva apenas sobre ser um “estrangeiro”. Um ensaio sobre o fato de você ser do Brasil e querer estudar nos EUA é insuficiente. Mostre o que especificamente de suas experiências é único.
- Evite estereótipos. Um ensaio sobre “choque cultural”, comparar feijoada com hambúrgueres, ou histórias sobre o “bravo imigrante” – são clichês que é melhor evitar.
- Adapte o registro linguístico. Ensaios escolares brasileiros são formais e argumentativos. O Personal Statement americano é pessoal e narrativo. Esta é uma diferença estilística fundamental.
- Peça a um falante nativo para revisar. Mesmo que seu inglês seja muito bom, erros idiomáticos sutis podem enfraquecer o ensaio. Certifique-se de que o texto soe natural.
Mais sobre todo o processo de aplicação para a faculdade nos EUA você encontra em nosso guia detalhado.
Cronograma de escrita de ensaios
O planejamento é crucial. Abaixo você encontrará dois cronogramas – para Regular Decision (prazo final 1º de janeiro) e Early Decision/Early Action (prazo final 1º de novembro).
Cronograma de escrita de ensaios de aplicação
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<div class="eg-tl-phase-when">Julho – agosto</div>
<div class="eg-tl-phase-what">Brainstorming + pesquisa</div>
<div class="eg-tl-phase-desc">Lista de temas. Pesquisa de universidades para supplemental essays. Exercício "100 momentos". Escolha do tema do Ensaio Common App.</div>
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<div class="eg-tl-phase-when">Setembro</div>
<div class="eg-tl-phase-what">Primeiro rascunho + supplementals</div>
<div class="eg-tl-phase-desc">Primeiro rascunho do Ensaio Common App. Início do trabalho nos supplemental essays. Esboço para cada "Why Us?".</div>
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<div class="eg-tl-phase-when">Outubro</div>
<div class="eg-tl-phase-what">Revisão + feedback</div>
<div class="eg-tl-phase-desc">2–3 rodadas de revisão do Ensaio Common App. Rascunhos adicionais de supplementals. Feedback de mentor e falante nativo.</div>
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<div class="eg-tl-phase-when">Novembro</div>
<div class="eg-tl-phase-what">Finalização Common App + supplementals</div>
<div class="eg-tl-phase-desc">Versão final do Ensaio Common App. Trabalho intensivo nos supplementals. Revisão de texto.</div>
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<div class="eg-tl-phase-when">Dezembro</div>
<div class="eg-tl-phase-what">Revisão final + envio</div>
<div class="eg-tl-phase-desc">Verificação final de todos os ensaios. Revisão de falante nativo. Envio da aplicação antes de 1º de janeiro.</div>
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<div class="eg-tl-phase-when">Maio – junho</div>
<div class="eg-tl-phase-what">Brainstorming + pesquisa</div>
<div class="eg-tl-phase-desc">Início antecipado! Lista de temas, pesquisa de universidades. Prompts do Common App geralmente publicados em maio/junho (muitas vezes idênticos ao ano anterior).</div>
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<div class="eg-tl-phase-when">Julho</div>
<div class="eg-tl-phase-what">Primeiro rascunho + esboço de supplementals</div>
<div class="eg-tl-phase-desc">Primeiro rascunho do Ensaio Common App. Esboço de supplementals para universidades ED/EA. Tempo para experimentos com diferentes abordagens.</div>
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<div class="eg-tl-phase-when">Agosto</div>
<div class="eg-tl-phase-what">Revisão intensiva</div>
<div class="eg-tl-phase-desc">Múltiplas rodadas de revisão. Feedback de mentor. Rascunhos de supplemental essays. Revisão de texto das primeiras versões.</div>
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<div class="eg-tl-phase-when">Setembro</div>
<div class="eg-tl-phase-what">Finalização + revisão</div>
<div class="eg-tl-phase-desc">Versão final do Ensaio Common App. Revisão de supplementals. Revisão de falante nativo. Preparação para o envio.</div>
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<div class="eg-tl-phase-when">Outubro</div>
<div class="eg-tl-phase-what">Verificação final + envio</div>
<div class="eg-tl-phase-desc">Verificação final. Envio da aplicação ED/EA. Não espere até o último dia – faça isso uma semana antes do prazo final.</div>
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Cronograma College Council, baseado em experiências com alunos 2023–2026
Mais sobre o cronograma de todo o processo de aplicação – não apenas dos ensaios – você encontra em nosso cronograma completo de aplicação para estudos no exterior.
Ensaios e inteligência artificial – o que você precisa saber
Na era do ChatGPT e de outras ferramentas de IA, a pergunta “Posso usar IA para escrever meu ensaio?” é inevitável. A resposta é inequívoca: não.
O Common Application, a partir da temporada 2024-2025, exige que os candidatos declarem em que medida utilizaram IA no processo de aplicação. As universidades tratam os ensaios escritos por IA da mesma forma que ensaios escritos por outra pessoa – isso é desonestidade acadêmica, que pode resultar na rejeição da aplicação.
Mas há uma razão mais importante do que as regras. Um ensaio escrito por IA é chato. Não há sua voz, seus detalhes, suas experiências. Os comitês de admissão, que leem milhares de ensaios por ano, reconhecem muito rapidamente o “GPT-speak” – textos suaves, corretos, mas desprovidos de personalidade. Na temporada 2024-2025, muitas universidades relataram um aumento de ensaios que “soavam idênticos” – este é o efeito da IA.
O que você pode fazer com a IA:
- Usá-la para brainstorming (gerar perguntas que te ajudem a pensar).
- Pedir feedback sobre um texto existente (mas não para reescrevê-lo).
- Usar Grammarly ou uma ferramenta similar para correção gramatical.
O que você não deve fazer:
- Gerar a totalidade ou fragmentos do ensaio.
- Pedir à IA para “melhorar” seu texto (geralmente isso significa substituir sua voz por um estilo genérico).
- Colar ensaios de outras pessoas e pedir para “se inspirar” – a IA gerará uma variação que ainda não é sua.
Quantos ensaios você terá que escrever?
Esta é uma pergunta que surpreende muitos candidatos brasileiros. A resposta: provavelmente mais do que você pensa.
Se você se candidatar a 8-10 universidades (um número típico para um candidato ambicioso), sua lista de ensaios pode ser assim:
- 1 Ensaio Common App (650 palavras) – comum a todas as universidades.
- 8-10 ensaios “Why Us?” (150-400 palavras cada).
- 3-5 ensaios “Why Major?” (150-300 palavras).
- 5-10 respostas curtas (50-200 palavras).
- 2-3 supplemental essays mais longos (300-500 palavras).
Total: 15-30 ensaios. Isso são 5000-10000 palavras. Por isso, um cronograma que começa em julho (ou antes) não é um exagero – é uma necessidade.
Estratégia de reciclagem: Alguns supplemental essays podem ser parcialmente reciclados entre as universidades – por exemplo, um ensaio “Why Major?” pode servir de base para várias universidades com pequenas modificações. Mas o ensaio “Why Us?” deve ser escrito do zero para cada universidade. Os comitês reconhecem imediatamente um ensaio em que apenas o nome da universidade foi alterado.
Gerenciar um número tão grande de ensaios exige boa organização. Nossa equipe no College Council usa a plataforma Okiro.io para acompanhar prazos, status dos ensaios e feedback – garantindo que nenhum ensaio fique para trás.
College Council – seu apoio na escrita de ensaios
Escrever ensaios de aplicação é um processo em que o apoio profissional pode fazer uma enorme diferença – desde que seja o tipo certo de apoio. Você não está procurando alguém que escreva o ensaio por você (isso seria antiético e contraproducente). Você está procurando um mentor que te ajude a extrair sua história única e contá-la de uma forma envolvente.
No College Council, ajudamos estudantes brasileiros do ensino médio a escrever ensaios há anos. Nosso programa inclui:
- Workshops de brainstorming – conduzidos por mentores que conhecem o processo de admissões por dentro. Ajudamos você a encontrar temas que você mesmo não descobriria.
- Feedback em cada etapa – do esboço à versão final. Não reescrevemos seu texto – comentamos, fazemos perguntas, sugerimos direções.
- Revisão de falante nativo – para que seu ensaio soe natural em inglês, sem tropeços idiomáticos.
- Estratégia de aplicação completa – ajudamos a planejar como os ensaios se conectam com o restante da aplicação (notas, testes, atividades, cartas de recomendação) em um todo coeso.
- Preparação para exames – através de nossa plataforma Prepclass.io, também ajudamos na preparação para o SAT e TOEFL.
Se você planeja se candidatar a universidades nos EUA e quer ter certeza de que seus ensaios são a melhor versão possível de si mesmo – entre em contato conosco. Oferecemos uma consulta inicial gratuita, durante a qual avaliaremos sua situação e proporemos um plano de ação.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Checklist antes do envio
Antes de clicar em “Submit” no sistema Common App, revise esta lista de verificação. Se houver qualquer dúvida sobre um item – volte ao ensaio.
- Limite de palavras: O ensaio está entre 600 e 650 palavras (aproveitamento total do limite).
- Primeira frase: Cativa – não começa com uma generalização, citação, definição ou “desde sempre”.
- Especificidade: A história se refere a um único momento ou experiência, não resume toda a vida.
- Mostre, não conte: O leitor consegue “ver” as cenas e sentir as emoções – não lê declarações.
- Reflexão: O ensaio mostra como a experiência te mudou – de forma específica, não genérica.
- Voz: O ensaio soa como você – se alguém próximo o lesse anonimamente, te reconheceria.
- Complemento da aplicação: O ensaio diz algo novo, não repete informações do CV ou da lista de atividades.
- Revisão: Sem erros de digitação, erros gramaticais e problemas de formatação.
- Sistema: Você copiou o ensaio para o Common App e verificou como ele aparece após a colagem.
- Leitura em voz alta: Você leu o ensaio em voz alta – frases que soam mal ao serem lidas em voz alta precisam ser reescritas.
Resumo – o ensaio é sua chance
Os ensaios de aplicação são a parte mais difícil, mas também a mais importante da candidatura para universidades nos EUA – e, ao mesmo tempo, aquela sobre a qual você tem total controle. Você não pode mudar suas notas dos últimos quatro anos. Você não pode refazer o exame SAT quinze vezes. Mas você pode escrever um ensaio que fará com que o comitê de admissão se lembre de você entre milhares de candidatos.
Princípios chave que vale a pena levar deste guia:
- Comece cedo – mínimo de 3-4 meses antes do prazo final. Se você planeja Early Decision – comece em maio.
- Primeiro a história, depois o prompt – não se adapte ao prompt. Adapte o prompt à sua história.
- Mostre, não conte – mostre, não diga. Cenas, detalhes, emoções – não declarações.
- Autenticidade > perfeição – ser você mesmo é a melhor estratégia. Os comitês reconhecem tons falsos.
- Múltiplas revisões – 5-10 rodadas é a norma. O primeiro rascunho é o começo, não o fim.
- Feedback de diferentes pessoas – pessoa próxima, especialista em admissões, falante nativo. Cada um oferece uma perspectiva diferente.
- Os supplementals são igualmente importantes – não os trate como um “extra”. Para muitas universidades, eles são cruciais.
Lembre-se: o comitê de admissão não procura o candidato ideal. Procura uma pessoa real que trará algo único para o campus. Sua brasilidade, suas experiências, sua forma de pensar – são trunfos, não obstáculos.
Se você precisa de apoio na escrita de ensaios – do